Sexta, 23 de Janeiro de 2026

Trump intensifica guerra comercial e provoca reação em cadeia: China, União Europeia e Canadá retaliam

Tarifas exorbitantes e sanções econômicas acirram tensões globais e ameaçam estabilidade econômica internacional

09/04/2025 às 12h04
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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A guerra comercial liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atingiu um novo ápice nesta quarta-feira (9), com a implementação de tarifas recíprocas a 117 países. Sob o slogan “Dia da Libertação da América”, Trump anunciou uma taxação de 104% sobre produtos chineses, desencadeando uma reação imediata de retaliação da China, União Europeia (UE) e Canadá, que agora formam uma aliança estratégica contra as medidas norte-americanas.

China responde com força

Principal adversária dos EUA nesta guerra tarifária, a China anunciou que aplicará tarifas de 84% sobre produtos norte-americanos a partir desta quinta-feira (10). Este aumento, que agrega 50% às tarifas de 34% já implementadas na última sexta-feira (4), é acompanhado da inclusão de seis empresas dos EUA na lista de entidades não confiáveis.

“O governo chinês continuará tomando medidas firmes para proteger seus interesses e garantir a estabilidade da ordem econômica global”, declarou o ministro do Comércio, Wang Wentao, em tom incisivo.

União Europeia reage com impacto bilionário

A União Europeia aprovou um pacote de medidas retaliatórias com tarifas de 25% sobre uma ampla gama de produtos norte-americanos, incluindo soja, carne e itens de beleza. O impacto financeiro estimado é de 20 bilhões de euros (cerca de R$ 129,5 bilhões).

Apesar da retaliação, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou que o bloco ainda está disposto a negociar. “Estamos prontos para um bom acordo, mas também preparados para defender nossos interesses com medidas de resposta contundentes”, disse.

Canadá mira na indústria automobilística

O Canadá, representado pelo primeiro-ministro Mark Carney, anunciou tarifas de 25% sobre veículos e peças automotivas provenientes dos EUA que não atendam aos critérios do acordo comercial CUSMA. A medida visa proteger os interesses do país diante do que foi chamado de “tarifas irracionais” por François-Philippe Champagne, ministro das Finanças canadense.

“Trump causou essa crise, e o Canadá está respondendo com força e propósito”, declarou Carney, utilizando a crise para reforçar sua postura em meio à campanha eleitoral.

Trump redobra o discurso nacionalista

Enquanto as bolsas globais despencam sob o impacto das tensões comerciais, Trump manteve sua retórica desafiadora. Em sua rede Truth Social, incentivou empresas a retornarem aos EUA, prometendo isenção tarifária, rapidez em aprovações energéticas e vantagens ambientais reduzidas.

“A turbulência é um preço necessário para reativar a indústria manufatureira americana”, afirmou Trump. Ele insiste que as tarifas são a chave para consolidar os EUA como destino preferido para investimentos industriais.

Impacto global e cenários futuros

Especialistas alertam que a escalada nas tensões pode desencadear uma recessão global, com mercados enfrentando volatilidade e incerteza. Embora os líderes europeus e canadenses demonstrem abertura para negociações, a retórica dura de Trump e a postura inflexível da China sugerem que a guerra comercial está longe de uma resolução.

Com as economias interconectadas sob pressão crescente, o mundo observa se os próximos movimentos serão suficientes para evitar uma ruptura mais profunda no comércio internacional.

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*Com informações Metrópoles

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