O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu um procedimento para apurar a atuação do Conselho Tutelar Sul depois que a menina Emanuelly Victória Souza Moura, de 6 anos, foi estuprada e assassinada por Marcos Wilian Teixeira Timóteo, de 20 anos, que morreu em confronto com a polícia nesta quinta-feira (28).
O procedimento busca identificar se houve omissões no acompanhamento da família e se isso teve relação com o crime. As investigações estão em sigilo.
Segundo informações, Emanuelly era acompanhada pelo Conselho desde 2020, após sinais de maus-tratos. O último registro de atendimento ocorreu em maio, quando a menina sofreu uma agressão que quebrou seu braço. Ela também apresentava deficiências na alimentação e frequentava a escola de forma irregular. Na época, o padrasto justificou as denúncias como resultado de desentendimentos familiares e afirmou que a renda da família se limitava ao Bolsa Família. O Cras Guanandi acompanhava a família, mas não identificou violência sexual, apenas vulnerabilidade social.
O corpo de Emanuelly foi encontrado em uma banheira escondida debaixo de uma cama, dentro da residência do suspeito na Vila Carvalho. A criança estava enrolada em uma coberta presa com fita adesiva.
Marcos Wilian tinha histórico de crimes graves desde a adolescência: aos 14 anos, estuprou um bebê de 1 ano e 5 meses, que sobreviveu, e posteriormente cometeu abusos contínuos contra sua enteada. Apesar do histórico, ele foi considerado inimputável penalmente na adolescência e cumpriu medidas socioeducativas na Unei. Como adulto, também teve passagem por casos de violência doméstica.
O episódio acende um alerta sobre a eficácia das medidas de proteção à infância e coloca o Conselho Tutelar sob investigação, enquanto Campo Grande busca respostas e responsabilização pelo trágico desfecho que chocou o estado.
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*Com informações Midiamax