Sexta, 22 de Maio de 2026
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MST invade fazendas e acampamentos se multiplicam em MS

450 grupos de invasores ameaçam ocupar fazendas próximas ao Paraguai

23/02/2023 às 15h20 Atualizada em 24/02/2023 às 05h36
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MST planeja invadir fazendas em Ponta Porã e entre Corguinho e Rochedo
MST planeja invadir fazendas em Ponta Porã e entre Corguinho e Rochedo

Em meio a diversas ocupações de terra por todo o País, cerca de 450 famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ameaçam invadir a região do Assentamento Itamarati, nos próximos dias. A propriedade fica a 50 km de Ponta Porã, que faz fronteira com o Paraguai.

“Existe a possibilidade de ocuparmos duas regiões distintas de Mato Grosso do Sul. De forma mais concreta, estamos articulando a ocupação próxima ao Assentamento Itamarati, próximo ao município de Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai. Imaginamos ocupar o território com cerca de 400 a 450 famílias já nos próximos meses”, disse o coordenador nacional do MST, Claudinei Barbosa. 

Além do local citado, segundo o coordenador, o MST também se organiza para ocupar a região centro-norte do Estado, entre os municípios de Corguinho e Rochedo.

“Neste momento não temos um número estimado de famílias que devem seguir para os locais citados, já que as conversas são iniciais e não há nada decidido até o momento. Certo é que essa é uma área em que já nos preparamos para ocupar”, frisou Barbosa. 

A ação ganha força após a Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL), outra organização, invadir a Fazenda Fernanda, localizada em Japorã, município distante cerca de 475 km da Capital.

Além de Mato Grosso do Sul, invasões, conflitos e prisões de integrantes da FNL ocorreram em São Paulo e no Paraná. 

No domingo, houve confronto na região e o acampamento no local foi desfeito. 

“É uma ocupação de luta pela terra. Sabemos que, depois de mais de 40 anos de luta, os tratamentos têm pesos diferentes. Dos fazendeiros nós sabemos o que esperar, também reconhecemos que existem algumas falhas, tanto do governo federal [Lula] quanto do governo do Estado [Eduardo Riedel]”, disse Barbosa. 

Zeca do PT

Deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores, Zeca do PT declarou que considera a ação dos componentes do MST válida, mas precipitada. 

A pauta será externada por ele na sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul de hoje, 23.

“Não concordo com a movimentação precipitada neste momento. Qualquer movimentação agora é equivocada, uma vez que o governo federal não tem recursos para adquirir esses espaços”, pontuou Zeca. 

Segundo ele, o momento é delicado para fazer qualquer movimentação radical.

“Além de não termos verba, não temos como construir uma base forte neste momento. Estamos sem condições e infraestrutura para solidificar uma base que seja no Estado ou em âmbito federal. Conversei com o presidente Lula recentemente, sei da situação”, destacou.

O deputado disse que o governo do Estado “comunga” da mesma opinião, e qualquer ação errônea neste momento pode atrapalhar mais do que ajudar o PT.

Plano de Invasão em MS

Desde 2019, o MST planeja dobrar o número de invasões em Mato Grosso do Sul, segundo um dos coordenadores do movimento em MS, Ronildo Lopes de Lima.

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