Sexta, 03 de Julho de 2026

Mudanças nas chapas agitam disputa em MS e podem redesenhar corrida por vagas na Câmara Federal

Possível desistência de Roberto Hashioka pressiona estratégia do Republicanos, enquanto PT fecha nominata e PL confirma Capitão Contar como prioridade para o Senado

03/07/2026 às 14h50
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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A corrida eleitoral de 2026 em Mato Grosso do Sul entrou em uma nova fase de articulações que podem alterar o equilíbrio da disputa pelas oito vagas na Câmara dos Deputados. A possível desistência do deputado estadual Roberto Hashioka (Republicanos) da disputa por uma cadeira em Brasília, a definição da chapa da Federação Brasil da Esperança (PT/PV/PcdoB) e a confirmação de Capitão Contar como prioridade do PL para o Senado intensificaram os movimentos dos principais grupos políticos antes das convenções partidárias.

No Republicanos, a maior preocupação gira em torno da indefinição de Roberto Hashioka. O parlamentar confirmou que ainda avalia se permanecerá como candidato a deputado federal e afirmou que tomará a decisão até a realização das convenções partidárias. Caso recue, a legenda perde um dos principais nomes da nominata e poderá enfrentar dificuldades para alcançar a meta de conquistar duas cadeiras na Câmara dos Deputados.

A chapa do Republicanos conta atualmente com o deputado federal Beto Pereira, a vereadora de Dourados Isa Marcondes, o vereador de Campo Grande Neto Santos, o ex-secretário Jaime Verruck e o próprio Hashioka. Sem um candidato de grande densidade eleitoral, a legenda pode perder competitividade justamente na disputa pelas chamadas vagas de sobra.

A eventual saída de Hashioka tende a beneficiar diretamente legendas como PL e a federação formada por União Brasil e PP, que trabalham com a projeção de eleger até três deputados federais. A disputa pelas últimas cadeiras também envolve PSDB e a Federação Brasil da Esperança, que busca manter a bancada conquistada na eleição anterior.

As mudanças recentes na legislação eleitoral ampliaram a importância das chapas competitivas. Com o novo modelo de distribuição das sobras eleitorais, partidos menores passaram a ter maior possibilidade de conquistar vagas, reduzindo a necessidade de atingir percentuais elevados do quociente eleitoral, cenário que tornou a montagem das nominatas ainda mais estratégica.

Enquanto isso, a Federação Brasil da Esperança concluiu sua composição para a disputa proporcional. O PT definiu como pré-candidatos a deputada federal Camila Jara, a ex-candidata ao Governo do Estado Giselle Marques, o vereador douradense Elias Ishi, Sandro Omar de Oliveira Santos e o professor indígena Eliel Benites. Pelo PV, disputarão Marquinhos Trad e Ana Saravy, enquanto o PcdoB será representado por Eugênia Portela. A chapa será completada pelo policial civil Alison, de Dourados. A estratégia da federação é preservar as duas cadeiras conquistadas em 2022 após a decisão de Vander Loubet de disputar o Senado.

No campo da direita, o Partido Liberal também encaminhou uma das principais definições da pré-campanha. O presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, confirmou que Capitão Contar será o nome prioritário do partido para disputar o Senado em Mato Grosso do Sul, decisão construída em conjunto com o ex-presidente Jair Bolsonaro e lideranças nacionais e estaduais da sigla.

Segundo Valdemar, a escolha foi baseada em pesquisas internas que apontariam vantagem de Contar sobre o deputado federal Marcos Pollon. Apesar da definição política, a oficialização da candidatura ocorrerá apenas durante as convenções partidárias, previstas para o fim deste mês.

A decisão, entretanto, não encerra completamente as discussões dentro do PL. Pollon continua contando com apoio de setores ligados à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que em diferentes ocasiões manifestou preferência por sua candidatura, evidenciando que o partido ainda convive com diferentes correntes internas.

Com convenções próximas e negociações ainda em andamento, a tendência é que as próximas semanas sejam decisivas para a consolidação das chapas. A definição dos nomes que disputarão vagas na Câmara dos Deputados e no Senado poderá alterar significativamente o cenário eleitoral em Mato Grosso do Sul e influenciar diretamente a composição da bancada federal do Estado nas eleições de 2026.

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