
A disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul ganhou um novo capítulo com potencial de mexer no tabuleiro político estadual. O pré-candidato Fábio Trad (PT) confirmou que deve se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no próximo domingo (22), em Campo Grande, para “sacramentar” sua candidatura ao comando do Estado.
A reunião acontecerá durante a passagem de Lula pela capital sul-mato-grossense, onde participa da COP15/CMS. O encontro é tratado como estratégico pela cúpula petista, que vê em Fábio uma peça-chave para fortalecer o partido na região Centro-Oeste.
“Achamos por bem aproveitar a visita do presidente para termos essa conversa”, afirmou Fábio, sinalizando que a oficialização da candidatura está praticamente definida.
Além da consolidação do nome de Fábio Trad, o objetivo do encontro é fechar um palanque competitivo no Estado. A estratégia do PT passa por ampliar o diálogo com eleitores de centro e centro-esquerda, apostando em propostas que dialoguem com esses segmentos.
Segundo o secretário-geral do partido, Henrique Fontana, o próprio Lula fez questão de reservar tempo para uma conversa mais aprofundada com o pré-candidato.
“O presidente quer uma reunião mais longa com Fábio. Ele é tratado como prioridade na construção dos palanques pelo Brasil”, destacou.
Fontana também reforçou que o partido pretende montar uma chapa forte em Mato Grosso do Sul, com nomes competitivos para o Senado e o governo estadual.
Nos bastidores, a articulação inclui nomes como Vander Loubet e Soraya Thronicke para a disputa ao Senado, formando uma base considerada estratégica para o projeto nacional do partido.
A construção do palanque em Mato Grosso do Sul também está diretamente ligada ao cenário nacional. O PT tem reforçado o discurso de defesa da democracia e intensificado críticas à possibilidade de retorno do ex-presidente Jair Bolsonaro ou de aliados ao poder.
“Não importa se é Jair ou Flávio Bolsonaro, o desastre é o mesmo”, afirmou Fontana, em tom de confronto político.
A chegada de Fábio Trad ao PT foi celebrada internamente como um movimento estratégico para ampliar o alcance eleitoral da sigla. A expectativa é que sua candidatura represente um nome de maior diálogo com diferentes setores da sociedade.
O partido também aposta na composição da chapa com Gilda Maria Gomes, vista como um nome de credibilidade e forte ligação com a base histórica da legenda.
Com a visita de Lula e o avanço das articulações, o PT entra de vez na disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul, prometendo uma eleição acirrada e com forte polarização no Estado.