Sábado, 07 de Fevereiro de 2026

Com dívida de R$ 35 bilhões, Oi pede mais uma recuperação judicial

Operadora entrou em recuperação judicial em 2016

27/02/2023 às 17h10 Atualizada em 28/02/2023 às 07h15
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No início de fevereiro, a Oi obteve na Justiça uma tutela de urgência
No início de fevereiro, a Oi obteve na Justiça uma tutela de urgência

A Oi já está preparando os documentos para dar entrada a um novo pedido de recuperação judicial nesta semana. 

A companhia vinha negociando com os credores uma flexibilização nas condições de pagamento de suas dívidas, mas, até aqui, as partes não chegaram a um acordo. A tele entrou em recuperação judicial em 2016, com R$ 65 bilhões em dívidas.

A sentença de encerramento do processo saiu em dezembro de 2022, mas a ainda carrega uma dívida de R$ 35 bilhões.

No início de fevereiro, a Oi obteve na Justiça uma tutela de urgência, instrumento de proteção temporária que livrou a companhia tanto do pagamento de dívidas quanto de sofrer execuções pelo prazo de 30 dias.

A medida foi conferida pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro após a companhia informar que não conseguiria bancar dívidas com vencimento no último dia 5.

Entretanto, um acordo não foi fechado desde então, e a proteção judicial vai expirar na próxima sexta-feira, 3 de março. Restaria, então, à companhia entrar com um novo pedido de recuperação – o que deverá ser feito no decorrer da semana.

Nas contestações encaminhadas à 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, os credores alegaram que a primeira recuperação judicial da Oi não poderia ter sido considerada encerrada porque ela não transitou em julgado e porque ainda há recursos pendentes.

Outra alegação é de que ainda não passaram cinco anos desde o último processo de recuperação, o que impede o início de um novo processo.

Já os advogados da Oi têm refutado essas alegações nos bastidores. Eles dizem que as sentenças pendentes da primeira recuperação não têm efeito suspensivo, o que permitiria considerar o processo encerrado.

E também afirmam que o prazo de cinco anos para entrar com um novo processo já foi cumprido, pois começaria a contar desde a primeira concessão, que data de 5 de fevereiro de 2018.

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