Segunda, 13 de Abril de 2026

Riedel avança, adversários oscilam e bastidores pegam fogo: disputa em MS entra em nova fase

Pesquisa revela liderança consolidada, queda de concorrentes e intensifica articulações por Senado, suplências e alianças no Estado

13/04/2026 às 13h00
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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A movimentação política em Mato Grosso do Sul ganha novos contornos após a divulgação de uma pesquisa recente que aponta mudanças importantes no cenário eleitoral e expõe, ao mesmo tempo, disputas intensas nos bastidores.

Levantamento realizado entre os dias 5 e 10 de abril de 2026, com 2 mil eleitores em 30 municípios, confirma o governador Eduardo Riedel (PP) na liderança da corrida pelo Governo do Estado, com 43% das intenções de voto. O número representa crescimento em relação aos cenários analisados em março, quando variava entre 40,2% e 42%.

Na segunda posição aparece Fábio Trad (PT), com 19,4%, também registrando leve avanço dentro da margem de erro. Já João Henrique Catan (Novo) apresenta o movimento mais brusco: caiu para 8%, praticamente metade do que havia alcançado anteriormente, quando chegou a superar os 16%.

Na sequência surgem nomes como Delcídio do Amaral (6,2%), Renato Gomes (3,2%), Jeferson Bezerra (1,4%) e Lucien Rezende (0,6%). Brancos e nulos somam 9%, enquanto 9,2% ainda não sabem em quem votar.

Disputa segue aberta, mas com favorito consolidado

Apesar da liderança confortável, o cenário ainda é considerado em formação. A pesquisa foi realizada logo após o fechamento da janela partidária, período que costuma provocar mudanças significativas no tabuleiro político e nas estratégias dos partidos.

Nos bastidores, a avaliação é que Riedel consolida sua posição como principal nome da disputa, enquanto adversários tentam crescer em um ambiente ainda marcado por alto índice de indecisos.

Senado vira campo de batalha paralelo

Se a corrida pelo governo tem um líder claro, a disputa pelo Senado mostra um cenário completamente diferente: equilíbrio total entre os principais nomes.

Dados do mesmo levantamento indicam empate técnico entre Reinaldo Azambuja, Capitão Contar e Nelsinho Trad, todos dentro da margem de erro, o que evidencia uma disputa aberta e altamente competitiva.

Além disso, o segundo voto — fator decisivo na eleição para o Senado — embaralha ainda mais o cenário e mantém todos os principais candidatos com chances reais.

Suplências viram moeda de poder

Outro ponto que intensifica a movimentação política é a definição dos suplentes ao Senado. Tradicionalmente, essas vagas são estratégicas, envolvendo influência política, alianças e apoio financeiro de campanha.

Casos recentes mostram que escolhas equivocadas podem gerar conflitos internos, como já ocorreu em eleições anteriores no Estado, ampliando a cautela dos pré-candidatos neste momento.

Entre os nomes mais aguardados está o do ex-governador Reinaldo Azambuja, que ainda não definiu seus suplentes, mas já movimenta lideranças interessadas na vaga.

Racha, ausências e críticas expõem fragilidade de alianças

A recente passagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) por Mato Grosso do Sul escancarou fissuras dentro de grupos políticos. A ausência de lideranças importantes em agendas do parlamentar gerou críticas entre aliados e levantou questionamentos sobre alianças consideradas “incoerentes” ideologicamente.

A federação entre partidos também virou alvo de insatisfação, especialmente entre setores mais ideológicos, que temem perder espaço para candidaturas consideradas mais moderadas ou alinhadas ao governo federal.

Crise partidária e disputa judicial na Capital

Em Campo Grande, a disputa política também ganha contornos jurídicos. A saída de um vereador de seu partido durante a janela partidária desencadeou uma briga pela cadeira na Câmara Municipal.

O suplente que reivindica a vaga acusa a legenda de omissão e fala em “traição”, enquanto o caso segue indefinido e pode parar na Justiça, ampliando o clima de instabilidade política.

Cenário de tensão e articulação intensa

Com pesquisas indicando tendências, mas ainda longe de definir o resultado final, Mato Grosso do Sul vive um momento de intensa articulação política.

Enquanto a liderança de Riedel se fortalece nas urnas, os bastidores mostram um cenário muito mais turbulento: disputas internas, alianças questionadas, brigas partidárias e uma corrida paralela pelo Senado que promete ser uma das mais acirradas dos últimos anos.

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