Terça, 19 de Maio de 2026
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Após derrotas e crise na base, Adriane tenta reaproximação com vereadores e busca apoio de Riedel

Reuniões entre Executivo e Legislativo expõem desgaste político na Câmara de Campo Grande, cobranças por diálogo e pressão por mais recursos para a Capital

19/05/2026 às 14h00
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O clima político entre a Prefeitura de Campo Grande e a Câmara Municipal entrou em nova fase após semanas de desgaste, derrotas do Executivo e reclamações públicas de vereadores sobre falta de diálogo com a prefeita Adriane Lopes (PP).

Na tentativa de conter a crise e reconstruir a relação com os parlamentares, Adriane reuniu ao menos 17 vereadores em um encontro fechado no Paço Municipal. A reunião foi tratada nos bastidores como uma tentativa de reaproximação política após sucessivos atritos envolvendo projetos importantes da administração municipal. 

O presidente da Câmara Municipal, vereador Papy (PSDB), confirmou que uma nova reunião já foi marcada para o dia 1º de junho, desta vez na própria Câmara, reforçando a estratégia de manter diálogo permanente entre os poderes diante da pressão crescente da população sobre os problemas da cidade. 

O principal símbolo do desgaste recente foi a derrota do projeto de terceirização de duas unidades de saúde da Capital. A proposta defendida pela Prefeitura acabou rejeitada por 17 votos a 11, expondo fragilidade política da administração dentro da própria base.

Durante a reunião no gabinete da prefeita, vereadores cobraram mais proximidade do Executivo, reclamaram da demora no atendimento de demandas e apontaram dificuldades na comunicação com a administração municipal.

O encontro também serviu para discutir temas que vêm aumentando a pressão sobre a Prefeitura, como buracos nas ruas, problemas na saúde pública, iluminação e a crise envolvendo o IPTU.

Nos bastidores, parlamentares admitiram que o ambiente político no plenário tem sido diretamente influenciado pelo descontentamento com a falta de respostas da Prefeitura para solicitações feitas pelos vereadores.

A situação expôs ainda um problema considerado central dentro da administração: a dificuldade de formação de uma base sólida de sustentação na Câmara Municipal. O próprio Executivo reconheceu que enfrenta obstáculos para consolidar apoio político estável entre os parlamentares.

A crise política deve avançar agora para outra frente importante. Na próxima sexta-feira, vereadores e a prefeita Adriane Lopes terão um jantar com o governador Eduardo Riedel (PP), encontro que passou a ser tratado como estratégico para reforçar alianças políticas e discutir dificuldades financeiras enfrentadas pela Capital. 

Entre os principais temas que serão levados ao governador está a queda no repasse do ICMS para Campo Grande, que, segundo vereadores, teria diminuído significativamente nos últimos anos. A Prefeitura e parlamentares querem discutir mudanças no cálculo do Índice de Qualidade da Educação, utilizado na divisão dos recursos estaduais.

A reunião também evidenciou que parte dos vereadores considera o governador Eduardo Riedel peça fundamental para manter estabilidade política entre Executivo e Legislativo municipal, principalmente após episódios recentes de derrota da Prefeitura na Câmara.

Apesar do clima de tensão, os encontros passaram a ser vistos como uma tentativa de reorganização política da gestão Adriane Lopes em meio ao desgaste acumulado no início deste novo ciclo administrativo.

Com a pressão popular aumentando sobre problemas estruturais da cidade e a relação entre Prefeitura e Câmara ainda marcada por desconfiança, a administração municipal tenta evitar que a crise política se transforme em um problema ainda maior de governabilidade.,

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