Quinta, 18 de Junho de 2026
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Pantanal preservado e economia em alta: Mato Grosso do Sul fortalece liderança nacional em sustentabilidade e produção de alimentos

Com investimentos em conservação ambiental, bioenergia e infraestrutura, Estado se consolida como referência na união entre desenvolvimento econômico e proteção dos recursos naturais

18/06/2026 às 15h00
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Álvaro Rezende
Foto: Álvaro Rezende

Mato Grosso do Sul avança para consolidar uma posição de destaque no cenário nacional e internacional ao combinar crescimento econômico, preservação ambiental e produção sustentável. Enquanto amplia investimentos em infraestrutura e atrai bilhões em recursos privados, o Estado também fortalece ações de conservação do Pantanal, considerado a maior planície alagável do planeta.

Uma das principais iniciativas nessa direção é o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) Bioma Pantanal, criado pelo Governo do Estado para incentivar a preservação da vegetação nativa, proteger a biodiversidade e fortalecer comunidades que vivem na região pantaneira.

Através do PSA Conservação, proprietários rurais que mantêm áreas preservadas além das exigências legais recebem incentivo financeiro para continuar protegendo o meio ambiente. A iniciativa já beneficiou dezenas de produtores e se tornou uma ferramenta estratégica para garantir a conservação de uma das áreas mais importantes do mundo em biodiversidade.

Na primeira etapa do programa, 40 proprietários rurais foram contemplados, totalizando aproximadamente R$ 3 milhões em pagamentos relacionados à proteção de mais de 112 mil hectares de vegetação nativa excedente. A segunda chamada pública já está em andamento e deve ampliar ainda mais o alcance da iniciativa.

Entre os beneficiados está o produtor rural Diego Vieira, responsável pela Fazenda Jaguarte, localizada na Serra do Amolar. Segundo ele, o programa representa um importante reconhecimento para quem investe na preservação ambiental.

Além de estimular a conservação, os recursos ajudam a financiar ações práticas, como a construção e manutenção de aceiros e o fortalecimento das brigadas comunitárias que atuam na prevenção e combate aos incêndios florestais, um dos maiores desafios enfrentados pelo Pantanal nos últimos anos.

O PSA faz parte de uma política ambiental mais ampla financiada pelo Fundo Clima Pantanal, que conta com aporte anual de R$ 40 milhões do Governo do Estado. Somente no programa voltado ao fortalecimento de brigadas de incêndio, aproximadamente R$ 6,1 milhões já foram destinados a organizações que atuam diretamente na proteção do bioma.

Enquanto investe na preservação ambiental, Mato Grosso do Sul também amplia seu protagonismo econômico. O Estado sediou nesta semana o Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap 2026), evento que reuniu representantes de diversos países, embaixadores, especialistas e lideranças do setor produtivo para discutir segurança alimentar, energia renovável e sustentabilidade.

Durante a abertura do evento, o governador Eduardo Riedel destacou que Mato Grosso do Sul se tornou uma referência ao construir um modelo de desenvolvimento baseado na produção eficiente de alimentos e energia com responsabilidade ambiental.

Hoje, o Estado reúne uma carteira superior a R$ 105 bilhões em investimentos privados previstos, dos quais R$ 81 bilhões já estão consolidados. O avanço ocorre principalmente nos setores da agropecuária, celulose, bioenergia, logística e industrialização.

A liderança nacional na produção de bioenergia também reforça o papel estratégico de Mato Grosso do Sul na transição energética brasileira. Atualmente, o Estado possui 22 usinas em operação, sendo 19 de cana-de-açúcar e três de etanol de milho, todas produzindo energia renovável, etanol e açúcar.

Além disso, investimentos em rodovias, ferrovias, hidrovias e aeroportos vêm ampliando a competitividade da produção sul-mato-grossense e fortalecendo a conexão com mercados internacionais.

O resultado desse conjunto de ações é um modelo que busca equilibrar crescimento econômico e preservação ambiental. De um lado, programas que remuneram produtores pela conservação do Pantanal. De outro, uma economia que avança com base na inovação, industrialização e produção sustentável.

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