Terça, 21 de Julho de 2026

Convenções aceleram disputa em MS: Agir lança candidato ao Governo, MDB aposta em Puccinelli e PL vive disputa por espaço na chapa federal

Enquanto partidos definem candidatos para outubro, MDB, PL e Tereza Cristina movimentam o cenário político de Mato Grosso do Sul

21/07/2026 às 14h00
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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As convenções partidárias começaram a redefinir o tabuleiro político de Mato Grosso do Sul para as eleições deste ano. Com candidaturas homologadas, chapas proporcionais montadas e articulações de bastidores em andamento, os principais partidos intensificam a corrida por espaço no Executivo, no Legislativo estadual, na Câmara dos Deputados e no Senado.

O primeiro partido a oficializar candidatura ao Governo do Estado foi o Agir, que homologou o empresário douradense Jeferson Bezerra, de 53 anos, como candidato ao Palácio Guaicurus. O vice na chapa será Valdenir Duarte.

Ex-candidato à Prefeitura de Dourados e ao Senado, Bezerra afirmou que pretende ocupar o espaço de eleitores descontentes com a política tradicional. Segundo ele, pesquisas apontam que cerca de 30% do eleitorado pretende anular o voto, público que o candidato pretende conquistar durante a campanha.

Ao apresentar suas propostas, Jeferson Bezerra colocou a saúde pública como prioridade de uma eventual gestão e criticou os recentes episódios envolvendo denúncias de negociação de vagas na regulação da saúde estadual, defendendo mudanças no sistema de atendimento.

Na disputa pelo Senado, o Agir terá como candidato Daniel Rodrigues Júnior, tendo como suplentes Alessandro Garcia e Luciene da Silva. O partido optou por não disputar vagas na Assembleia Legislativa e concentrará seus esforços na Câmara Federal, com candidatos como Claudinei Farias Leandro, Carol Ajala, Professora Aguilera Guarani, Edna Paixão, Milena Fernandes e Jurandir Machado.

Enquanto isso, o MDB confirmou uma estratégia diferente. Desde 2023, o partido decidiu não lançar candidato ao Governo e manterá apoio à tentativa de reeleição do governador Eduardo Riedel (PP), concentrando forças nas disputas proporcionais. A definição segue a linha anunciada pela direção estadual da legenda.

O principal destaque da chapa emedebista será o retorno do ex-governador André Puccinelli às urnas em uma disputa proporcional. Depois de mais de três décadas, Puccinelli tentará uma vaga na Assembleia Legislativa. Sua última eleição para cargo proporcional ocorreu em 1994, quando conquistou mandato de deputado federal.

A expectativa do MDB é que a expressiva votação de Puccinelli impulsione toda a chapa e permita ao partido alcançar a meta de eleger três deputados estaduais. Também integram a nominata nomes conhecidos da política sul-mato-grossense, como Junior Mochi, Junior Coringa, Eder Brambilla, Rhaiza Matos, Jenir Neves e outros representantes de diversas regiões do Estado.

Na disputa para a Câmara dos Deputados, o MDB pretende conquistar uma cadeira federal com candidatos como Rose Pires, Dr. Jamal, Dharleng Campos, Paulo Massetti, Gabriel Rossi e Manoel Vitório.

No PL, o clima é de intensa movimentação interna. A possível candidatura do deputado estadual Coronel David para deputado federal alterou completamente o cenário da chapa. Se confirmada, sua entrada fortalece o partido na busca por vagas na Câmara, mas aumenta significativamente a concorrência entre os próprios candidatos.

Até então, os nomes mais fortes da legenda eram o deputado federal Rodolfo Nogueira e a deputada estadual Mara Caseiro. Com Coronel David e a possibilidade de entrada de Marcos Pollon na disputa pela Câmara Federal, a concorrência interna se torna uma das mais disputadas do Estado.

Nos bastidores, dirigentes do partido avaliam que, mesmo em um cenário favorável, o PL poderá conquistar até três cadeiras federais, o que obrigaria nomes considerados competitivos a ficarem fora da bancada. Caso o desempenho eleitoral seja inferior ao esperado, a legenda poderá repetir apenas as duas vagas que atualmente possui.

A movimentação ocorre após o ex-governador Reinaldo Azambuja defender a candidatura de Coronel David à Câmara Federal como estratégia para fortalecer o desempenho da chapa proporcional e evitar perdas diante das desistências de nomes como Neno Razuk e Rafael Tavares.

Enquanto os partidos estruturam suas chapas estaduais, outra articulação movimenta os bastidores da política nacional com reflexos diretos em Mato Grosso do Sul. A senadora Tereza Cristina (PP) continua sendo apontada como um dos principais nomes para compor uma eventual chapa presidencial como candidata a vice-presidente.

Presidentes nacionais do PL, Valdemar Costa Neto, e do PP, Ciro Nogueira, trabalham para convencer a parlamentar sul-mato-grossense a aceitar o convite para integrar uma possível chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro. Apesar das investidas, Tereza Cristina tem reiterado, em declarações públicas e a aliados, que sua prioridade permanece em Mato Grosso do Sul e que seu projeto político é disputar a presidência do Senado em 2027.

Com convenções em andamento e negociações avançando diariamente, o cenário eleitoral sul-mato-grossense entra em uma nova fase. As definições das chapas, as alianças estaduais e os movimentos nacionais tendem a influenciar diretamente o equilíbrio das forças políticas até o início oficial da campanha eleitoral.

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