Quinta, 22 de Outubro de 2026
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Agetran mantém multas contra Consórcio Guaicurus e endurece fiscalização do transporte em Campo Grande

Recursos foram rejeitados por juntas administrativas; empresa continuará respondendo por atrasos, falta de ônibus articulados e alterações na identidade visual da frota

29/07/2026 às 16h30
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Prefeitura de Campo Grande decidiu manter uma série de multas aplicadas ao Consórcio Guaicurus, concessionária responsável pelo transporte coletivo urbano da Capital. A decisão foi publicada no Diogrande desta quarta-feira (29) e representa mais um revés administrativo para a empresa em meio ao aumento da pressão sobre a qualidade do serviço prestado aos usuários.

As penalidades atingem diferentes tipos de irregularidades constatadas pela fiscalização municipal, principalmente o descumprimento dos horários das linhas acima da tolerância permitida, a circulação de veículos sem legendas obrigatórias e alterações na padronização visual autorizada pelo município.

Juntas confirmam autuações

Os recursos apresentados pelo consórcio foram analisados pela Jari II (Junta Administrativa de Recursos de Infrações de Trânsito) e pela Junta de Análise e Julgamento de Recursos de Transporte, que decidiram manter integralmente as autuações registradas pelos fiscais municipais.nso não afastou responsabilidade

Em um dos processos, o Consórcio Guaicurus alegou que os atrasos ocorreram por motivos alheios à sua vontade, citando trânsito intenso e problemas operacionais. O argumento, porém, foi rejeitado pelos conselheiros, que entenderam que essas situações fazem parte dos riscos normais da atividade explorada pela própria concessionária.

Na prática, o município considerou que dificuldades operacionais e congestionamentos não afastam a obrigação contratual de cumprir os horários previstos para as linhas de ônibus.

Falta de articulados também gerou punição

As decisões também confirmam multas por ausência de ônibus articulados em tabelas operacionais exigidas pelo município. A fiscalização apontou que veículos desse tipo deixaram de ser utilizados em linhas e horários nos quais sua operação era obrigatória.

Prefeitura reforça exigência de padronização visual

Outro ponto analisado foi a circulação de ônibus com alterações na pintura e na identidade visual da frota. A Agetran considerou improcedentes os recursos e reafirmou que a concessionária deve respeitar o layout e as cores definidos pela administração municipal.

Os julgadores destacaram que a obrigação de seguir a padronização visual continua válida dentro do sistema de transporte coletivo.

Falta de provas pesou contra o consórcio

Segundo as decisões administrativas, a empresa não apresentou elementos suficientes para afastar os relatos e registros produzidos pela fiscalização municipal. Com isso, todas as sanções financeiras foram mantidas.

Pressão aumenta sobre a concessionária

O novo conjunto de multas ocorre em um momento de forte cobrança sobre o Consórcio Guaicurus. Em junho, a Prefeitura já havia mantido dezenas de penalidades relacionadas a atrasos, omissão de viagens, falta de veículos reserva e ausência de ônibus articulados, enquanto avançam discussões sobre o cumprimento das obrigações contratuais da concessionária.

As decisões desta quarta-feira reforçam o endurecimento da fiscalização municipal sobre o sistema de transporte coletivo de Campo Grande e mantêm o consórcio sob pressão administrativa em meio às discussões sobre a qualidade do serviço oferecido à população.

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