
A corrida pelo Senado em Mato Grosso do Sul pode sofrer uma reviravolta de grandes proporções nas próximas horas. Segundo informações de bastidores, o senador Nelsinho Trad (PSD) estaria avaliando seriamente a possibilidade de desistir da disputa pela reeleição e passar a integrar a chapa do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) como primeiro suplente.
As articulações para a disputa ao Senado em Mato Grosso do Sul continuam movimentando os bastidores da política estadual. Entre os cenários comentados por interlocutores políticos está justamente a possibilidade de Nelsinho deixar a disputa por uma vaga no Senado e integrar o projeto liderado por Reinaldo Azambuja como primeiro suplente.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre essa hipótese. Ainda assim, o tema ganhou espaço nas conversas políticas por representar uma mudança significativa em um cenário que, há poucos meses, parecia marcado por indefinições.
No início das negociações, o grupo enfrentava diferentes correntes internas e a necessidade de acomodar lideranças importantes, entre elas Capitão Contar e Marcos Pollon, além da própria construção da aliança em torno da candidatura de Reinaldo Azambuja.
Nos bastidores, cresce a percepção de que o tabuleiro político está em movimento. Lideranças partidárias admitem, reservadamente, que o cenário segue aberto às vésperas do encerramento das convenções partidárias.
A eventual composição entre Reinaldo e Nelsinho é vista como uma mudança de grande impacto no desenho da eleição. Observadores políticos avaliam que, caso a aliança seja consolidada, o grupo comandado por Reinaldo Azambuja e pelo governador Eduardo Riedel terá realizado uma das articulações mais relevantes do processo eleitoral até aqui, reunindo diferentes forças políticas em torno de um mesmo projeto.
A possível decisão de Nelsinho Trad também chama atenção pelo capital político acumulado ao longo dos últimos anos. Mesmo aparecendo de forma competitiva em levantamentos eleitorais, uma opção por integrar a chapa como primeiro suplente poderia ser interpretada como um gesto de construção coletiva, fortalecendo o projeto do grupo e reduzindo a fragmentação do eleitorado.
Nos bastidores, interlocutores apontam que Reinaldo Azambuja tem conduzido as negociações com habilidade, enquanto Eduardo Riedel atua para preservar a unidade da base política. Se esse cenário vier a se confirmar, ambos poderão colher os frutos de uma engenharia política capaz de consolidar uma candidatura ao Senado com elevada competitividade.
Hoje, Nelsinho aparece como pré-candidato ao Senado e ainda não definiu oficialmente seus suplentes. Reinaldo Azambuja também mantém suspense sobre a composição da chapa, o que alimenta ainda mais as especulações sobre os próximos movimentos políticos.
Caso a desistência de Nelsinho se confirme, o impacto será imediato. O senador abriria mão da candidatura própria, evitaria uma disputa direta e passaria a ocupar posição estratégica em uma chapa considerada competitiva. Para Reinaldo, a presença de Nelsinho agregaria peso político, estrutura partidária e alcance eleitoral em diferentes regiões do Estado.
Por enquanto, entretanto, todas essas movimentações permanecem no campo das tratativas políticas, sem anúncio oficial das lideranças envolvidas. Mas, no ambiente político sul-mato-grossense, a avaliação é de que as próximas horas podem ser decisivas — e que a eleição para o Senado está longe de ter seu desenho definitivo.