Terça, 01 de Setembro de 2026

Governo, deputados e Senado: setembro começa com articulações a todo vapor em MS

Com eleição se aproximando, Riedel intensifica agenda, deputados disputam espaço nas chapas e corrida pelo Senado ganha novos movimentos; cenário revela uma disputa que vai muito além do Palácio Guaicurus

01/09/2026 às 14h30
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Setembro começou com o tabuleiro político de Mato Grosso do Sul em plena movimentação. A pouco mais de um mês das eleições, candidatos ao Governo, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa intensificam agendas, buscam apoios e tentam consolidar posições em uma disputa que começa a deixar os bastidores para ganhar as ruas.

No Palácio Guaicurus, o governador Eduardo Riedel (PP) trabalha pela reeleição e mantém uma agenda que combina compromissos administrativos e atividades eleitorais. Nesta terça-feira (1º), por exemplo, participou de sabatina em rádio e de compromisso com o setor cooperativista.

A estratégia do grupo governista é sustentada por uma ampla aliança partidária, que reúne siglas como PP, Republicanos, União Brasil, PL, MDB, PSDB, PSD, Cidadania e Avante. Riedel tem Barbosinha (Republicanos) como candidato a vice.

A primeira pesquisa Quaest divulgada para a eleição mostra a força dessa estrutura: Riedel aparece com 40% das intenções de voto, enquanto Fábio Trad (PT) registra 13% e Delcídio do Amaral (PRD), 8%.

Deputados entram no centro da disputa

Se a corrida pelo Governo tem Riedel na dianteira das pesquisas, a disputa pelas cadeiras da Assembleia Legislativa e da Câmara dos Deputados movimenta outra frente importante da eleição.

O cenário é marcado pela entrada de vereadores e parlamentares com mandato na corrida proporcional. Em Campo Grande, por exemplo, 12 dos 29 vereadores estão em campanha, o que já começa a produzir reflexos no funcionamento do Legislativo municipal.

A disputa também passa pela composição das chapas. O Republicanos, partido que integra a base governista, oficializou candidatos a deputado estadual e federal e tem Barbosinha na chapa majoritária.

O PL também entrou forte na disputa proporcional e apresentou o número máximo de candidaturas permitido para Senado, Câmara e Assembleia.

Senado vira outra frente de guerra

Enquanto deputados e candidatos proporcionais buscam votos para garantir cadeiras na Câmara Federal e na Assembleia, a disputa pelo Senado ganhou contornos ainda mais estratégicos.

Mato Grosso do Sul elegerá dois senadores, e a lista oficial inclui nomes como Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, ambos do PL, além de Vander Loubet (PT), Soraya Thronicke (PSB), Beto do Movimento (PSOL), Daniel Junior (Agir), Luiz Lemes (DC), Roberto Oshiro (Novo), Valderi Garcia (PCO) e Valter da Comagran (PRD).

A composição do grupo governista no Senado também demonstra o tamanho da articulação política construída para a eleição. Azambuja e Contar disputam as duas vagas pelo PL, enquanto diferentes forças tentam abrir espaço para candidaturas de oposição.

Campanhas aceleram no interior

O interior também passou a ser prioridade. As agendas dos candidatos incluem caminhadas, carreatas, reuniões com lideranças e lançamentos de campanhas proporcionais.

No último domingo de agosto, Riedel participou do lançamento de candidaturas proporcionais de sua coligação em Campo Grande e de carreata em Nova Alvorada do Sul. Fábio Trad, por sua vez, participou de caminhada acompanhado de deputados do PT.

A movimentação mostra que a eleição começa a ser disputada município por município. Para candidatos à Assembleia e à Câmara, especialmente, a presença de prefeitos, vereadores e lideranças locais pode ser determinante para ampliar a votação.

Debate promete colocar candidatos frente a frente

Outra etapa importante da campanha será o confronto direto entre os candidatos ao Governo. O Debate Midiamax está marcado para 21 de setembro, reunindo os oito concorrentes ao comando do Estado, desde que as candidaturas estejam deferidas dentro das regras estabelecidas.

O encontro deve colocar frente a frente Riedel, Fábio Trad, Delcídio do Amaral, João Henrique Catan, Lucien Rezende, Jeferson Bezerra, Renato Gomes e Daniel Lemes.

A expectativa é que saúde, segurança, infraestrutura, geração de empregos, desenvolvimento regional e gestão pública estejam entre os principais temas da disputa.

O jogo começa a ficar mais pesado

Com o início de setembro, a eleição entra em uma fase decisiva para quem busca espaço no poder estadual e federal. Riedel tenta transformar a vantagem das pesquisas em votos; a oposição precisa encontrar uma estratégia capaz de reduzir a distância; candidatos ao Senado disputam duas cadeiras; e deputados e postulantes às vagas proporcionais correm contra o tempo para consolidar suas bases.

O cenário ainda pode mudar nas próximas semanas, principalmente entre os candidatos que disputam posições intermediárias. Mas uma coisa já está evidente: a eleição de 2026 deixou de ser uma disputa apenas entre candidatos ao Governo. Ela se transformou em uma ampla batalha por espaço político, com reflexos diretos na Assembleia, na Câmara Federal e no Senado.

E, à medida que a campanha avança, cada prefeito, vereador, deputado e liderança regional passa a valer como peça importante em um tabuleiro que ficará cada vez mais apertado até o dia da votação.

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