
Campo Grande dá mais um passo para aproximar a saúde pública da população. A Prefeitura anunciou nesta terça-feira (8) a criação de uma nova USF (Unidade de Saúde da Família) dentro do campus da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), com capacidade para atender cerca de 15 mil pessoas entre moradores da região, estudantes, servidores e demais pessoas que circulam diariamente pela universidade.
A previsão é de que o atendimento comece em menos de 60 dias, levando a assistência básica para dentro da Cidade Universitária. A unidade funcionará em uma estrutura já existente do Inisa (Instituto Integrado de Saúde), o que permite colocar o serviço em operação sem a necessidade de construir um novo prédio.
O modelo também reduz custos e acelera a implantação: a UFMS disponibilizará o espaço, enquanto a Prefeitura ficará responsável pela equipe de profissionais e pelo fornecimento de insumos necessários ao atendimento.
A nova USF representa uma ampliação da presença do SUS em uma área de grande circulação da Capital. Além dos moradores do entorno, a unidade poderá atender diretamente a comunidade acadêmica, criando um ponto de assistência dentro de um dos principais espaços de ensino de Mato Grosso do Sul.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, a proposta vai além da oferta de consultas e serviços básicos. A unidade também deverá funcionar como espaço de integração entre assistência, ensino e pesquisa, aproximando estudantes da rotina e dos desafios enfrentados diariamente pelo sistema público de saúde.
Na prática, a iniciativa cria uma ponte entre quem está sendo formado para atuar na área da saúde e a realidade encontrada nos serviços públicos.
O anúncio da nova USF ocorreu durante o lançamento da Escola de Saúde Pública de Campo Grande (ESP-CG), também realizado na UFMS.
A nova escola terá como missão fortalecer a formação continuada dos profissionais que trabalham na rede municipal. A estrutura deverá coordenar residências, cursos e capacitações e poderá, futuramente, oferecer programas de pós-graduação.
A proposta é transformar as necessidades encontradas no cotidiano das unidades de saúde em oportunidades de treinamento e aperfeiçoamento dos servidores. Com profissionais mais preparados, a expectativa é que o reflexo apareça diretamente na qualidade do atendimento oferecido à população.
A ESP-CG também fortalece a parceria entre a Prefeitura e as instituições de ensino por meio do Coapes (Contrato Organizativo de Ação Pública Ensino-Saúde), ampliando a integração de estudantes, residentes, professores e pesquisadores com a rede municipal.
A união entre Prefeitura e UFMS cria, portanto, uma estrutura com duas frentes: de um lado, mais acesso à saúde para quem vive e circula pela região; de outro, um ambiente de formação prática para futuros profissionais.
Para Campo Grande, o principal ganho é levar o atendimento básico para dentro de um espaço que recebe diariamente milhares de pessoas, utilizando uma estrutura já existente e com previsão de funcionamento em curto prazo.
A prefeita Adriane Lopes classificou a iniciativa como um marco para a saúde pública da Capital e destacou justamente a aproximação entre as instituições de ensino e o SUS.