Terça, 29 de Setembro de 2026

Gibran Chedid explica como funciona o deep plane facelift

Gibran Chedid explica como o deep plane atua nas camadas de sustentação da face e do pescoço. Uma revisão técnica descreve a liberação dos ligamentos e o reposicionamento dos tecidos, enquanto um estudo prospectivo mediu mudanças no contorno mandi...

29/09/2026 às 11h46
Por: WK Notícias Fonte: Agência Dino
Compartilhe:
Deivid Clarinda/ Agência Karambola
Deivid Clarinda/ Agência Karambola

O cirurgião plástico Gibran Chedid (CRM‑SC 16479; RQE‑SC 22778; CRM‑SP 248194; RQE‑SP 121844) explicou, em entrevista, o funcionamento da técnica deep plane facelift, que visa melhorar o contorno facial e cervical ao atuar nas camadas de sustentação abaixo da pele. A abordagem inclui a liberação controlada de ligamentos de retenção, o reposicionamento do SMAS (sistema músculo‑aponeurótico superficial), do platisma e da gordura malar, bem como a eventual combinação com acesso endoscópico nas regiões temporais.

A técnica foi detalhada em uma revisão técnica publicada em 2018, a qual descreve a liberação dos ligamentos de retenção da face e do pescoço para ampliar a mobilidade do SMAS e do platisma. O documento também apresenta o deslocamento conjunto da pele, do SMAS e da gordura malar, formando um retalho composto que pode ser reposicionado para tratar a região média da face e o ângulo da mandíbula. Na região cervical, a revisão indica a extensão do plano profundo ao pescoço, com reposicionamento do platisma para sustentar o contorno abaixo da mandíbula.

Um estudo prospectivo publicado em 2019 avaliou uma modificação do extended deep plane facelift em 89 pacientes, totalizando 178 lados faciais, com acompanhamento médio de 19 meses. As medições, realizadas por meio de fotografias tridimensionais, registraram ganho médio de 3,5 cm³ de volume na área gonial e aumento da medida visual do contorno mandibular de 7,1 cm para 9,8 cm. Os resultados fornecem dados objetivos sobre a eficácia da modificação da técnica em termos de volume e definição do contorno mandibular.

Chedid destaca que o planejamento cirúrgico pode combinar a via endoscópica nas regiões temporal e dos supercílios com a abordagem deep plane nas áreas média e inferior da face e do pescoço. Essa combinação permite tratar diferentes planos de sustentação, limitando o descolamento da pele quando a anatomia do paciente o permite. "Estas estruturas profundas são tratadas, e elas refletem seu reposicionamento na pele", afirmou o cirurgião.

A escolha entre as abordagens depende da avaliação individual de cada paciente, considerando fatores como a necessidade de correção nas áreas temporais, média, inferior da face e cervical. Em situações selecionadas, enxertos de gordura ou nanofat podem ser utilizados como recursos complementares, embora o foco principal do deep plane permaneça no reposicionamento das estruturas profundas.

Em síntese, o deep plane facelift não se resume à simples tração da pele; trata‑se de uma intervenção que envolve a liberação de ligamentos, o reposicionamento de múltiplos tecidos profundos e a integração, quando indicada, com técnicas endoscópicas ou cervicais, visando melhorar o contorno facial de forma duradoura e baseada em evidências clínicas.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários