Quarta, 30 de Setembro de 2026

MS cria atendimento integrado para famílias atingidas por homicídios, feminicídios e latrocínios

Acordo entre Sejusp e MPMS começa por Campo Grande e prevê ampliação do atendimento para outros municípios; iniciativa terá duração de cinco anos

30/09/2026 às 12h00
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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Para famílias que perdem um parente em um crime violento, os impactos não terminam com a investigação policial. Questões judiciais, sociais e outras necessidades passam a fazer parte da rotina em meio ao luto. É para organizar esse atendimento que o Governo de Mato Grosso do Sul e o Ministério Público Estadual firmaram uma nova cooperação voltada aos familiares de vítimas de homicídio, feminicídio e latrocínio, tanto nos casos consumados quanto tentados.

A parceria estabelece um fluxo integrado de atendimento e começa por Campo Grande, com previsão de expansão para outras cidades do Estado. A proposta é evitar que familiares precisem percorrer diferentes órgãos sem uma articulação entre os serviços disponíveis, criando uma atuação conjunta diante das consequências provocadas pela violência.

O acordo foi formalizado por meio do Termo de Cooperação Técnica 005/CONV-MPMS/2026, publicado nesta quarta-feira (30). O documento tem vigência de 60 meses, abrangendo o período de 28 de setembro de 2026 a 29 de setembro de 2031.

Atendimento começa na Capital

Nesta primeira etapa, a estrutura será concentrada em Campo Grande. A intenção é estabelecer procedimentos para que os familiares sejam acolhidos e encaminhados de acordo com as necessidades decorrentes do crime.

A iniciativa se conecta ao Projeto Acolhida, desenvolvido pelo MPMS para articular diferentes instituições no atendimento às vítimas indiretas da violência. O modelo prevê suporte em áreas como orientação jurídica, assistência, saúde e acompanhamento psicossocial, conforme a situação de cada família.

A experiência já foi utilizada na articulação de serviços para famílias atingidas por crimes violentos e tem previsão de ampliação territorial. Em etapas anteriores, o projeto também avançou para municípios do interior, como Dourados.

O novo termo foi assinado pelo secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, e pelo procurador-geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, Romão Avila Milhan Junior.

A expectativa é que a cooperação dê mais organização ao atendimento de famílias que, além de enfrentar a perda ou a violência sofrida por um familiar, precisam lidar com uma série de consequências após o crime.

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