Terça, 13 de Outubro de 2026
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Riedel inicia articulações para o segundo mandato e ex-secretários voltam ao radar

Reeleito com folga, governador avalia recomposição do primeiro escalão; Viviane Luiza e Jaime Verruck aparecem como nomes fortes para retornar, enquanto Saúde, Segurança e MSGás entram nas disputas de bastidores

13/10/2026 às 15h30
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) iniciou uma fase de articulações para a formação da equipe que comandará Mato Grosso do Sul a partir de janeiro de 2027. Nos bastidores, ex-secretários que deixaram cargos para disputar eleições e não foram eleitos passaram a defender o retorno ao primeiro escalão.

A primeira alteração já foi confirmada na área de Comunicação. Frederico Felini assumiu a pasta no lugar de Frederico Fukagawa, o Tico, com nomeação publicada no Diário Oficial do Estado em 6 de outubro, dois dias após o resultado das eleições.

Retorno de ex-secretários

Entre os nomes que devem retornar está o da ex-secretária estadual de Cidadania, Viviane Luiza (PSDB). Ela deixou o cargo em abril para concorrer a deputada federal e obteve 45.083 votos, sem conseguir se eleger. A avaliação no governo é de que ela pode reassumir a Secretaria Estadual de Cidadania (SEC), atualmente comandada por José Francisco Nogueira.

Outro nome com forte possibilidade de volta é o do ex-secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck (Republicanos). Ele disputou uma vaga na Câmara dos Deputados e recebeu 49.585 votos, mas não foi eleito. A expectativa é de que ele reassuma a pasta, hoje dirigida por Artur Falcette.

Saúde e Segurança

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) também deve entrar na disputa por indicações. O deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP), que não conseguiu se reeleger, articula uma vaga na pasta. Ele argumenta que, por ser médico e integrante do mesmo partido do governador, seria uma opção para substituir Maurício Simões Corrêa, que já teria demonstrado interesse em deixar o cargo.

Na Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), há articulação para que um coronel da Polícia Militar assuma o comando. A movimentação ocorre em um cenário no qual o atual secretário, Antonio Carlos Videira, já teria sinalizado que não pretende permanecer.

MSGás no centro das avaliações

A reorganização pode alcançar ainda a Companhia de Gás de Mato Grosso do Sul (MSGás). A atual presidente da estatal, a economista Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt, nomeada em 2024, pode ter sua permanência revista.

Nos bastidores, há avaliações de que episódios envolvendo despesas com viagens, questionamentos sobre transparência e sua participação na campanha presidencial de Ronaldo Caiado (PSD) geraram desgaste com o Palácio do Governo. Em agosto, foi anunciado seu afastamento temporário da presidência da companhia por conta da atuação na campanha.

Transição em andamento

Apesar das articulações, Riedel afirmou que não pretende distribuir cargos apenas com base em interesses partidários. Segundo o governador, a definição da nova equipe dependerá de uma avaliação da estrutura administrativa e das necessidades do segundo mandato.

Para orientar o processo, foi criado um grupo de trabalho coordenado pelo vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha. O colegiado é responsável por discutir o planejamento estratégico da administração de 2027 a 2030 e deve concluir os trabalhos até o início de dezembro deste ano.

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