Sábado, 28 de Fevereiro de 2026
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Freixo fez ligação para um dos envolvidos no assassinato de Marielle Franco na noite do crime

Freixo defendia que o crime tinha cunho político-ideológico e costumava apontar para outra direção

25/03/2024 às 08h55
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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As investigações sobre a morte da ex-vereadora Marielle Franco chegaram ao fim com a delação de Lessa, mas alguns episódios do dia do crime surpreendem quem acompanha o caso. Um deles é a ligação feita pelo ex-deputado federal e atual presidente da Embratur, Marcelo Freixo (PSOL), para um dos arquitetos do crime. Freixo, aliado de Marielle, revelou em uma publicação no antigo Twitter uma certa confiança com o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, pouco após o trágico falecimento de Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, informando que ligou para o delegado após os eventos.

Em sua declaração, Freixo enfatizou que entrou em contato com Rivaldo Barbosa logo após tomar conhecimento do assassinato da vereadora e que, na ocasião, dirigia-se para o local do crime. Barbosa, então chefe da Polícia Civil, assegurou que a polícia investigaria o caso, indicando uma certa proximidade com o delegado.

No entanto, a reviravolta ocorre com a recente prisão de Rivaldo Barbosa, apontado como um dos suspeitos da morte de Marielle e Anderson Gomes, resultado de uma operação deflagrada pela Polícia Federal.

Nas próprias palavras de Freixo: "Foi para Rivaldo Barbosa que liguei quando soube do assassinato da Marielle e do Anderson e me dirigia ao local do crime. Ele era chefe da Polícia Civil e recebeu as famílias no dia seguinte junto comigo. Agora Rivaldo está preso por ter atuado para proteger os mandantes do crime, impedindo que as investigações avançassem. Isso diz muito sobre o Rio de Janeiro." Freixo destaca assim a mudança abrupta entre as interações iniciais e as ações posteriores de Barbosa. Freixo defendia que o crime tinha cunho político-ideológico e costumava apontar para outra direção.

A morte de Marielle Franco em março de 2018 gerou ampla repercussão e suscitou uma série de acusações e suposições, focalizando o envolvimento de personagens da direita política. No entanto, o desenrolar das investigações revelou surpreendentes ligações entre os suspeitos e a vítima, desafiando as primeiras percepções e evidenciando uma intrincada teia de relações que ainda estão sendo desvendadas.

As múltiplas acusações feitas por amigos e familiares de Marielle ganham destaque, especialmente à medida que as investigações avançam. Essas acusações apontam para suspeitos que tinham algum tipo de vínculo com o grupo político da ex-vereadora, desafiando assim as suposições iniciais de que o crime estaria ligado à ideologia da vereadora.

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*Com informações Terra Brasil

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