Sábado, 28 de Fevereiro de 2026
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Novo aciona PGR para investigar Lula e Janja por móveis ´desaparecidos´

A aquisição dos móveis foi alvo de controvérsia devido à dispensa de licitação, o que levou parlamentares da oposição a questionarem o TCU

26/03/2024 às 16h56
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O partido Novo pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) que investigue o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja. A solicitação ocorreu devido à polêmica relacionada ao desaparecimento de 261 móveis do Palácio do Alvorada, os quais foram posteriormente encontrados dentro da própria residência oficial da Presidência da República em Brasília.

O partido argumenta que a compra de novos móveis pelo governo federal carecia de justificativa, já que a razão fornecida não correspondia à verdade.

“Nunca existiu motivo para que a Presidência da República, a pedido de Lula e de Janja, promovesse a aquisição de bens móveis que estavam sumidos. Isto é, a dispensa de licitação nunca teve suporte fático para ser válida”, afirma a sigla.  

No começo do terceiro mandato de Lula, houve controvérsia em torno do suposto desaparecimento de patrimônio, levando a acusações e ataques do presidente e da primeira-dama, Janja da Silva, contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e sua esposa, Michelle Bolsonaro.

O governo federal utilizou o "sumiço" dos objetos como justificativa para uma compra sem licitação de móveis de luxo, totalizando cerca de R$ 200 mil. Isso incluiu despesas de R$ 65 mil em um sofá e R$ 42 mil em uma cama de casal. A Secom (Secretaria de Comunicação Social) afirmou que esses objetos são parte do patrimônio público da União.

A aquisição dos móveis foi alvo de controvérsia devido à dispensa de licitação, o que levou parlamentares da oposição a questionarem o Tribunal de Contas da União (TCU). O processo foi arquivado pelo relator, Vital do Rêgo, por falta de indícios de sobrepreço, superfaturamento ou desvio de dinheiro público.

Durante os embates com a administração anterior, Janja conduziu um tour para evidenciar a falta de móveis, infiltrações e danos no Palácio. Ela expressou sua preocupação com a preservação do patrimônio e acusou o governo anterior de remover bens pertencentes ao Estado brasileiro.

Inicialmente, a assessoria da Presidência informou que 261 itens estavam desaparecidos, mas após uma análise mais detalhada, esse número foi reduzido para 83 móveis. Em setembro do ano passado, foi concluído que não houve desaparecimento de itens.

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*Com informações Terra Brasil

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