Sábado, 28 de Fevereiro de 2026
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Alexandre de Moraes e o comandante do Exército mantêm conversas regulares

O contato mais recente envolveu dados preliminares sobre a promoção de um militar no exército

01/04/2024 às 09h03
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Atualmente, o ministro Alexandre de Moraes é apontado como o principal interlocutor do comandante do Exército, general Tomás Paiva, no STF (Supremo Tribunal Federal). Conforme informações da coluna de Bela Megale/O Globo, na maioria das vezes, são contatos iniciados pelo próprio general, que procura o magistrado em busca de informações sobre militares sob investigação e esclarecimentos sobre o cumprimento de ordens judiciais.

Segundo informações da coluna, o contato mais recente envolveu dados preliminares sobre a promoção de um militar no exército. Foi o caso da nomeação do general Richard Nunes para o segundo cargo mais alto, o de chefe do Estado-Maior. Antes de confirmar a decisão, Tomás Paiva consultou Moraes devido ao envolvimento do nome do general no caso Marielle. 

Richard Nunes ocupava o cargo de secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro em 2018, quando a vereadora foi assassinada. Segundo o relatório da Polícia Federal, foi ele quem nomeou o delegado Rivaldo Barbosa para chefiar a Polícia Civil, mesmo sem o respaldo do setor de inteligência da corporação. Rivaldo está detido sob a acusação de planejar o assassinato de Marielle, que, de acordo com a PF, teve os irmãos Brazão como mandantes.

Quando o nome do general Richard Nunes surgiu no documento, o chefe do Exército entrou em contato com o ministro Alexandre de Moraes e adiantou sua intenção de promovê-lo. Durante a conversa, ele deixou claro que, caso houvesse informações que comprometessem Richard Nunes, reconsideraria sua escolha. Moraes indicou que poderia prosseguir com a nomeação.

De acordo com a coluna, essa não foi a única consulta feita pelo chefe do Exército ao magistrado. Sempre que tem dúvidas sobre como proceder com as ordens do STF em relação a militares sob investigação, Tomás Paiva busca orientação com o magistrado.

O general implementou uma política, por exemplo, para os membros militares que já foram detidos. Nesses casos, eles são automaticamente removidos de suas funções e enviados para casa. Por outro lado, para aqueles que são objeto de investigação, mas não foram presos, embora tenham sido sujeitos a medidas como buscas, são transferidos para diferentes postos, mas permanecem em atividade dentro da Força.

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