Sábado, 28 de Fevereiro de 2026
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MTST remove publicação sobre Jesus e alega que foi “inapropriada”

A coordenação considera que a postagem foi inapropriada e por isso foi deletada de suas redes

04/04/2024 às 09h19
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Cinco dias após realizar uma publicação nas redes sociais contendo uma imagem de Jesus crucificado ao lado da frase "bandido bom é bandido morto", o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) se pronunciou sobre o ocorrido nesta quarta-feira (3). Em uma breve nota, a entidade afirmou ter excluído a postagem, classificando-a como "inapropriada".

“A coordenação considera que a postagem foi inapropriada e por isso foi deletada de suas redes. Reafirmamos o respeito às religiões cristãs e o compromisso com a liberdade de manifestação religiosa. Repudiamos as lideranças bolsonaristas que tentaram fazer uso político da situação”, alegou o movimento.

A polêmica publicação do MTST ocorreu em 29 de março, exatamente na Sexta-Feira Santa para os cristãos. Na imagem, soldados romanos observavam Jesus crucificado enquanto proferiam a frase "bandido bom é bandido morto".

A reação foi rápida tanto nas redes sociais quanto no cenário político, dado que o MTST conta com um de seus principais representantes, o deputado federal e pré-candidato à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL). O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL/RJ), por exemplo, referiu-se ao MTST como um "grupo de terroristas".

“Essa é cara da esquerda brasileira!!! Grupo de terrorist@s chamando nosso Senhor Jesus de BANDID@! Só consigo me lembrar de Jesus olhando para os céus e falando com Deus: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34)”, escreveu o congressista.

O deputado federal Mário Frias (PL-RJ) também fez uma declaração:

“Não basta ser um movimento terrorista. Tem que zombar da fé alheia e de Nosso Senhor Jesus. Canalhas mil vezes!”, completou.

No último sábado (30), o deputado estadual Danilo Balas (PL-SP) apresentou uma representação ao Ministério Público (MP) contra a entidade, solicitando uma investigação sobre um possível crime de intolerância religiosa decorrente da postagem.

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*Com informações Pleno News

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