Sábado, 24 de Janeiro de 2026

Conflito: Israel busca retaliação enquanto o Irã considera o assunto encerrado

Benny Gantz, um dos membros do Gabinete de Guerra, declarou em um comunicado oficial que os iranianos enfrentarão as consequências de sua ofensiva militar

15/04/2024 às 08h34
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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Diante da crescente tensão na guerra do Oriente Médio, o Gabinete de Guerra de Israel expressou sua disposição para reagir ao ataque do Irã na noite do último sábado (13). No dia seguinte, Benny Gantz, um dos membros do Gabinete de Guerra, declarou em um comunicado oficial que os iranianos enfrentarão as consequências de sua ofensiva militar.

“Construiremos uma coalizão regional e cobraremos o preço do Irã da maneira e no momento certos para nós”, ameaçou Gantz.

Israel, já em conflito com o Hamas, foi alvo de mais de 300 projéteis lançados por Teerã, incluindo drones, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos. Uma base da força aérea em Nevatim, no sul do país, também foi danificada.

A tensão na região causa preocupação na comunidade internacional, que apela por "prudência". De acordo com a RFI, líderes de Estado e de governo de todo o mundo, juntamente com a Otan e o G7, estão pedindo uma redução da escalada de tensões. "É crucial que o conflito no Oriente Médio não saia do controle", ressaltou a aliança atlântica.

O Conselho de Segurança convocou uma reunião de emergência no domingo (14/4). O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou no sábado "a séria escalada" e solicitou "o fim imediato das hostilidades".

Os líderes do G7, composto por Alemanha, França, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Japão e União Europeia, realizam uma videoconferência para debater estratégias visando evitar uma escalada militar mais significativa.

Entre as nações árabes, Egito, Catar, Arábia Saudita e Jordânia manifestaram preocupação com uma possível escalada de violência no Oriente Médio e solicitaram "contenção" a Israel e Irã. A China e a Rússia juntaram-se aos apelos, pedindo "calma" e a resolução do conflito por meio de "vias políticas e diplomáticas".

Os Estados Unidos realizaram uma reunião de emergência com a equipe responsável pela segurança nacional, reafirmando seu apoio a Israel. "Nosso compromisso com a segurança de Israel diante das ameaças do Irã é inabalável", escreveu o presidente americano, Joe Biden, na rede social X.

“Caso encerrado”

Conforme relatado pela RFI, o Irã encerrou o caso após o ataque. De acordo com Teerã, o ataque foi uma retaliação ao bombardeio israelense ao consulado iraniano em Damasco, na Síria, em 1º de abril, resultando em sete mortes, incluindo um comandante sênior da Guarda Revolucionária do Irã.

O líder das Forças Armadas iranianas, Mohammad Bagheri, afirmou que o ataque contra Israel na noite de sábado "alcançou todos os seus objetivos" e que Teerã não tem "nenhuma intenção" de dar continuidade à operação.

“O caso pode ser considerado encerrado”, anunciou a missão iraniana na ONU, em uma mensagem divulgada três horas após a investida.

No entanto, o presidente iraniano, Ebrahim Raïssi, advertiu que, diante de um "comportamento imprudente" por parte de Israel, a próxima operação iraniana será ainda mais ampla do que a realizada no sábado. "O agressor foi punido", declarou.

Contra-ataque

O porta-voz das Forças Armadas Israelenses, Daniel Hagari, afirmou que Israel "frustrou" o ataque iraniano ao interceptar 99% dos projéteis. O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, destacou que, com o apoio dos Estados Unidos e de outros países aliados, Israel conseguiu proteger seu território.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, declarou que haverá uma resposta ao Irã. Na tarde deste domingo (14/4), o gabinete de segurança israelense se reuniu para discutir o contra-ataque.

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*Com informações Metrópoles

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