Sexta, 27 de Fevereiro de 2026
Publicidade

PF encerra inquérito sobre Nikolas Ferreira sem indiciamento por injúria contra Lula

Deputado chamou presidente de "ladrão" em evento da ONU; PF aponta crime de menor potencial ofensivo

18/06/2024 às 17h20
Por: Tatiana Lemes
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) concluiu que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL/MG) cometeu injúria ao chamar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de "ladrão", mas decidiu não indiciá-lo. Em inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF), a corporação considerou o ato como um “crime de menor potencial ofensivo”.

O caso teve origem em novembro de 2023, durante um discurso na Cúpula Transatlântica, evento promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas), onde Ferreira se referiu a Lula como "um ladrão que deveria estar na prisão". A PF destacou que a conduta do deputado não está protegida pela imunidade parlamentar, especialmente por ter sido divulgada em redes sociais, o que agrava a pena prevista no Código Penal.

Apesar de não indiciar Ferreira, o relatório policial será encaminhado para apreciação e possíveis providências. Em abril, o ministro do STF Luiz Fux determinou a abertura do inquérito a pedido da PF e com o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR), enfatizando que a imunidade parlamentar não cobre ofensas pessoais e aviltantes.

"Como bem destacou a Procuradoria-Geral da República, o Supremo Tribunal Federal já decidiu que a imunidade parlamentar material não poderá ser invocada quando houver superação dos limites do debate político para as ofensas, injúrias e difamações de cunho aviltantes e exclusivamente pessoais", afirmou Fux.

Receba as principais notícias do Brasil pelo WhatsApp. Clique aqui para entrar na lista VIP do WK Notícias. 

*Com informações Metrópoles

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Quando a Justiça abandona os fatos: audiência de custódia transforma hipóteses em provas contra Bolsonaro
Política Há 3 meses Em Brasil

Quando a Justiça abandona os fatos: audiência de custódia transforma hipóteses em provas contra Bolsonaro

A manutenção da prisão preventiva de Jair Bolsonaro expôs um movimento preocupante: a substituição de fatos por suposições como base para decisões judiciais. Mesmo após esclarecer tecnicamente a questão da tornozeleira e negar qualquer intenção de fuga, a audiência de custódia tratou cenários hipotéticos como verdades consolidadas. O resultado é uma medida extrema sustentada mais pelo ambiente político e midiático do que por elementos concretos.
A Cortina de Fumaça da Tornozeleira: o enredo oculto por trás da prisão de Bolsonaro
Política Há 3 meses Em Brasil

A Cortina de Fumaça da Tornozeleira: o enredo oculto por trás da prisão de Bolsonaro

Enquanto manchetes repetem uma versão simplificada, os documentos, a cronologia e o silêncio sobre relações sensíveis revelam que a tornozeleira pode ter sido apenas o álibi conveniente para uma decisão já tomada.
O silêncio ensurdecedor sobre o Banco Master: por que ninguém pergunta sobre a ligação com a família de Alexandre de Moraes?
Política Há 3 meses Em Brasil

O silêncio ensurdecedor sobre o Banco Master: por que ninguém pergunta sobre a ligação com a família de Alexandre de Moraes?

Enquanto o debate nacional se concentra na tornozeleira de Bolsonaro, relações profissionais sensíveis entre parentes do ministro do STF e um grande banqueiro seguem intocadas. É apenas coincidência — ou parte de uma cortina de fumaça muito conveniente?
 Crise BRB–Banco Master se agrava: liquidação, afastamentos e a missão de Temer expondo fragilidade política para Celina e Ibaneis.
BANCO MASTER Há 3 meses Em Brasil

Crise BRB–Banco Master se agrava: liquidação, afastamentos e a missão de Temer expondo fragilidade política para Celina e Ibaneis.

Após a prisão do controlador do Banco Master e a liquidação da instituição pelo Banco Central, veio à tona que o ex-presidente Michel Temer foi contratado pelo banco para tentar negociar uma solução com o BC. O escândalo levou ao afastamento da cúpula do BRB, alimentou pedidos de CPI e pode ampliar o desgaste político para Celina Leão e Ibaneis Rocha no DF.