Sexta, 27 de Fevereiro de 2026
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Programa cívico-militar em escolas de São Paulo: Diretores devem decidir adesão até sexta-feira

Secretaria da Educação estabelece prazo para manifestação de interesse; escolas em áreas vulneráveis terão prioridade

24/06/2024 às 09h23
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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Diretores das escolas estaduais de São Paulo têm até sexta-feira (28) para decidir se aderem ao programa de escolas cívico-militares proposto pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). A determinação foi publicada através de resolução no Diário Oficial na última quinta-feira (20), exigindo que a manifestação de interesse seja feita exclusivamente pelo site da Secretaria Escolar Digital (SED).

O programa visa beneficiar escolas com desempenho abaixo da média no Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (IDESP) e localizadas em áreas de alta vulnerabilidade social, como Parelheiros, Grajaú (zona sul) e São Miguel Paulista (zona leste). Além disso, serão consideradas unidades com grande número de alunos, que ofereçam mais de uma modalidade de ensino e disponham de infraestrutura adequada para atividades extracurriculares.

Após a manifestação de interesse, a Secretaria da Educação realizará a seleção das escolas que atendem aos critérios estabelecidos em lei. Posteriormente, será organizada uma consulta pública com a comunidade escolar para deliberar sobre a adoção do modelo cívico-militar. Esta votação incluirá a participação de pais, funcionários e estudantes maiores de 16 anos, podendo ocorrer tanto presencialmente quanto de forma online.

Embora o governo argumente que o programa visa melhorar a qualidade de ensino, especialistas têm questionado sua eficácia em comparação ao modelo tradicional. Para avaliar os resultados, a Secretaria da Educação monitorará indicadores como o Saresp e o Saeb, além de acompanhar a frequência escolar dos alunos e os registros de ocorrências através do sistema Conviva.

A decisão dos diretores das escolas estaduais representará um marco importante na educação paulista, impactando diretamente o futuro do ensino no estado.

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*Com informações Terra Brasil

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