Sábado, 13 de Julho de 2024
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INSS exonera diretor após escândalo de descontos irregulares

André Fidelis é dispensado do cargo por suposta omissão e gestão irregular de contratos com entidades beneficiárias

05/07/2024 às 11h24 Atualizada em 05/07/2024 às 14h12
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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Nesta sexta-feira (5), André Fidelis, diretor de Benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), foi exonerado de seu cargo em meio a uma investigação sobre descontos indevidos nos benefícios de aposentados. A demissão ocorre após uma série de reportagens do Metrópoles expor uma verdadeira "farra dos descontos" promovida por entidades em convênio com o INSS.

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Segundo apurações, a Controladoria-Geral da União (CGU), o Tribunal de Contas da União (TCU) e o próprio INSS iniciaram investigações após as denúncias. O Ministério Público Federal (MPF) também entrou com medidas para suspender os descontos e exigir a devolução de valores aos aposentados afetados.

No centro do escândalo, Fidelis era responsável por assinar termos de cooperação técnica com associações e sindicatos, permitindo que essas entidades oferecessem serviços como planos de saúde e seguros em troca de descontos diretamente nos benefícios dos beneficiários do INSS. Essas práticas geraram um crescimento exponencial no faturamento das entidades, que chegaram a receber mais de R$ 2 bilhões entre 2023 e 2024.

O diretor assinou pelo menos sete novos acordos com essas entidades apenas neste ano, apesar das crescentes denúncias de fraudes e irregularidades nas filiações de idosos. Algumas associações sequer possuíam estrutura física adequada quando obtiveram autorização para efetuar os descontos.

Além das acusações de gestão irregular, pesou contra Fidelis a omissão de informações cruciais sobre os contratos, incluindo o número real de acordos firmados. O Metrópoles revelou que Fidelis chegou a utilizar uma diária do INSS para participar de um evento promovido por uma das entidades investigadas.

Procurado para comentar sobre uma possível apuração disciplinar interna, o INSS não se pronunciou até o momento. O caso segue em desenvolvimento, com ampla repercussão nas esferas de controle e na opinião pública.

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*Com informações Metrópoles

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