Sexta, 27 de Fevereiro de 2026
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Santuário de Lúcifer em Gravataí gera polêmica e é fechado pela prefeitura

Decisão judicial determina o fechamento do templo, acusado de falta de alvará e CNPJ, enquanto líderes religiosos denunciam intolerância e defendem liberdade de culto

14/08/2024 às 08h23
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A criação de um santuário dedicado a Lúcifer em Gravataí, no Rio Grande do Sul, tem provocado intensos debates e controvérsias na comunidade local. O templo, erguido pela Nova Ordem de Lúcifer na Terra e liderado por Mestre Lukas de Bará da Rua, conta com uma estátua de Lúcifer de uma tonelada, construída ao custo de R$ 35 mil. No entanto, o local foi fechado pela prefeitura, que citou a ausência de alvará de funcionamento e de um CNPJ como motivos para a decisão.

Mestre Lukas, que lidera a ordem há 21 anos, acusa a prefeitura de intolerância religiosa, argumentando que a documentação não foi regularizada devido a barreiras impostas pela administração municipal. “No espaço privado, a prefeitura entra e parece que a Justiça também tem religião”, afirmou, destacando que já foi interposto um recurso contra a decisão judicial.

A prefeitura, em nota oficial, declarou que não tinha conhecimento da existência do santuário até o fechamento e assegurou que não há qualquer vínculo ou financiamento público no projeto. A notícia gerou uma onda de reações nas redes sociais e na comunidade de Gravataí, com opiniões divergentes sobre a natureza do santuário e a representação de Lúcifer como símbolo da "luz do conhecimento".

Os membros da Nova Ordem de Lúcifer na Terra, que se reúnem duas vezes por mês, defendem que a imagem de Lúcifer não é demoníaca, mas sim uma representação do dualismo humano e espiritual. A ordem, composta por cerca de 100 integrantes, a maioria deles residentes no Rio Grande do Sul, afirma que o objetivo do santuário e das reuniões é desmistificar o culto a Lúcifer.

Com a decisão judicial em vigor, a Nova Ordem de Lúcifer na Terra enfrenta uma multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento. O debate sobre a liberdade religiosa e o respeito à diversidade de crenças continua a ser um tema central em Gravataí, enquanto a comunidade aguarda os próximos desdobramentos do caso.

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*Com informsações Terra Brasil

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