Sexta, 27 de Fevereiro de 2026
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Prefeitura impede inauguração de Santuário Satânico e acirra conflito com adoradores de Lúcifer

Prefeitura barra inauguração de templo satânico e líderes religiosos acusam governo de intolerânciaedicada a Lúcifer

17/08/2024 às 15h35
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A cidade de Gravataí, no Rio Grande do Sul, tornou-se palco de uma intensa disputa espiritual e legal após a prefeitura bloquear a inauguração de um santuário dedicado ao culto de Lúcifer. A seita satanista Nova Ordem de Lúcifer na Terra (Nolt), liderada por Tata Hélio De Astaroth e Mestre Lukas, acusa o governo municipal de intolerância religiosa após o evento de inauguração ser suspenso por decisão judicial.

Com quase 10 mil seguidores no Instagram, os líderes da Nolt manifestaram sua indignação nas redes sociais, prometendo lutar contra a decisão. Em um vídeo gravado na propriedade onde está erguida uma estátua de cinco metros de Lúcifer, eles declararam: “Senhor Lúcifer está com a gente e vamos para esse embate”.

A decisão de bloquear a inauguração foi tomada pela 4ª Vara Cível Especializada em Fazenda Pública de Gravataí, após um pedido da prefeitura. O governo municipal justificou a medida com base na falta de alvará de funcionamento e de registro oficial da seita, além de destacar a “insegurança gerada pela grande repercussão do tema”. A Justiça determinou a interdição do local até que todas as questões administrativas sejam regularizadas, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

Os líderes da seita, que incluem Hélio Brum, 23, conhecido como Tata Hélio de Astaroth, e Lucas Martins, ou Mestre Lukas de Bará da Rua, argumentam que foram vítimas de preconceito religioso. Eles defendem que o santuário, localizado em uma área rural de cinco hectares, não representa uma ameaça e que os cultos são realizados de forma privada, ao ar livre, por cerca de 100 seguidores.

A batalha judicial promete se intensificar nos próximos dias, à medida que a Nolt busca reverter a decisão e garantir o direito de praticar sua fé. Enquanto isso, a tensão na cidade cresce, com moradores divididos entre apoiar a ação da prefeitura ou a liberdade religiosa da seita.

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