Sexta, 27 de Fevereiro de 2026
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Satanismo e controvérsia: Seita Nova Ordem de Lúcifer desafia a Justiça e monetiza rituais

Grupo que busca inaugurar santuário em Gravataí enfrenta liminar judicial e utiliza redes sociais para arrecadar fundos com rituais de alto custo

19/08/2024 às 09h48
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Os líderes da seita Nova Ordem de Lúcifer na Terra (NOLT) estão na linha de frente de uma polêmica batalha judicial com o governo municipal de Gravataí (RS). O grupo pretende inaugurar um santuário dedicado a Lúcifer, mas a Justiça já concedeu uma liminar para impedir a peregrinação ao sítio onde a estátua foi erguida.

A disputa ocorre enquanto a seita promove ativamente seus "rituais de abundância" nas redes sociais. Com quase 10 mil seguidores no Instagram, o grupo utiliza essas plataformas para recrutar novos membros e arrecadar fundos, oferecendo cerimônias esotéricas como o “Ritual das Três Luas de Hecate”. Este rito, associado à deusa da necromancia e da magia, promete transformar energias negativas em crescimento e entendimento, com um preço que pode chegar a R$ 1.450 para a versão individual e R$ 285 para a coletiva, com a opção de parcelamento em até 12 vezes no cartão de crédito.

Os líderes da seita, como Lucas Martins, conhecido como Mestre Lukas de Bará da Rua, e Tata Hélio de Astaroth, representam figuras centrais do culto. Lucas é um conhecido empresário de Gravataí e gerente de casas noturnas, enquanto Tata Hélio combina sua formação em quimbanda, satanismo e psicanálise. Ambos utilizam seus títulos religiosos para aumentar a autoridade e o apelo dos rituais oferecidos.

O projeto do santuário, que está localizado em um sítio de cinco hectares fora da área urbana, permanece em segredo por questões de segurança. Com uma base de aproximadamente 100 membros, o grupo realiza seus rituais ao ar livre, desafiando as restrições legais e suscitando debates sobre a liberdade religiosa e a regulamentação de cultos.

A situação levanta questões sobre os limites da liberdade de culto e a regulamentação das atividades religiosas, especialmente quando envolvem práticas e valores que chocam com a maioria. A decisão judicial e a resposta da comunidade serão cruciais para determinar os próximos passos nesta controversa saga religiosa.

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*Com informações Metrópoles

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