Sexta, 27 de Fevereiro de 2026
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Lula desafia Israel com lenço palestino: Atitude polêmica amplifica crise diplomática

Presidente brasileiro usa símbolo controverso, gerando alvoroço internacional e críticas pela possível incitação ao ódio contra judeus

28/08/2024 às 12h21
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Em um gesto amplamente controverso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi flagrado em 9 de agosto de 2024, durante uma visita a Santa Catarina, usando um lenço palestino, conhecido como keffiyeh, estampado com a frase “Jerusalém é nossa. Nós estamos chegando” em árabe. Esta frase, que simboliza o apoio à reivindicação palestina sobre Jerusalém, é também associada ao grupo terrorista Hamas, conhecido por sua retórica contra o Estado de Israel e por promover a ideia de “extinção” do país.

A imagem, que rapidamente se espalhou nas redes sociais e ganhou destaque internacional, gerou uma onda de críticas e preocupações. Desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, Jerusalém está sob controle israelense, que considera a cidade indivisível e mantém suas principais sedes governamentais lá. A parte oriental da cidade, anteriormente administrada pela Jordânia, é considerada por Israel como parte integral de seu território.

O lenço, cuja fotografia foi publicada pelo Comitê Catarinense Khader Mahmud Ahmad Othman no Instagram em 23 de agosto, não foi compartilhado nas redes sociais oficiais do presidente. Além do lenço, Lula recebeu uma placa com um mapa da região sem fronteiras claras entre Israel e Palestina, aumentando ainda mais a controvérsia.

A postura do presidente não é inédita. Em fevereiro de 2024, Lula fez uma declaração comparando as ações do Exército israelense contra o Hamas com as práticas nazistas durante o Holocausto, o que gerou uma crise diplomática com Israel, que declarou o presidente brasileiro como “persona non grata”. Além disso, Lula tem criticado constantemente o governo israelense, acusando-o de genocídio contra o povo palestino e destacando com orgulho o acordo de livre-comércio entre o Brasil e a Autoridade Nacional Palestina.

A assessoria do Palácio do Planalto optou por não comentar o incidente, mas a reação internacional é significativa. André Lajst, cientista político e CEO da ONG Stand With Us Brasil, descreveu o lenço como parte de um discurso de ódio contra os judeus. “Ou o presidente ignora a conotação racista e de ódio da frase ou é muito mal assessorado”, afirmou Lajst.

A utilização do keffiyeh e a frase controversa têm conotações de incitação à violência e ao ódio, agravando a já complexa situação geopolítica entre Israel e Palestina. As críticas se intensificaram, refletindo a tensão crescente em um cenário internacional volátil, onde gestos e declarações podem ter repercussões profundas e duradouras.

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*Com informações Terra Brasil

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