Sexta, 02 de Janeiro de 2026

Malafaia defende Boulos e vai contra princípios cristãos ao atacar Pablo Marçal

Líder evangélico critica Marçal por forjar documento, mas levanta debate sobre hipocrisia e valores morais

05/10/2024 às 08h38
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, gerou polêmica ao condenar veementemente o candidato Pablo Marçal por forjar um documento contra o adversário político, Guilherme Boulos. Em uma postagem recente nas redes sociais, Malafaia chamou Marçal de “psicopata” e afirmou que o ato de forjar um receituário médico para acusar Boulos de uso de drogas era “inadmissível”, mesmo sendo Boulos um opositor político. No entanto, a postura de Malafaia ao defender Boulos levanta questionamentos sobre sua coerência com os princípios cristãos que prega, colocando em xeque a mistura entre política e fé.

Silas Malafaia, conhecido por suas declarações contundentes, tem se envolvido em críticas ferozes contra Pablo Marçal, chegando a pedir que evangélicos não votem no candidato. O pastor, que já foi um dos principais aliados de políticos conservadores, agora se encontra numa posição ambígua ao defender Boulos e ao mesmo tempo atacar Marçal, contradizendo o que muitos de seus seguidores consideram como valores centrais do cristianismo, como perdão e justiça.

Essa situação expõe as tensões entre lideranças religiosas e o uso da fé para influenciar o debate político, onde a moralidade parece flutuar conforme as alianças e conveniências do momento. Malafaia, ao atacar Marçal, não estaria apenas condenando uma atitude ilícita, mas também abrindo um precedente perigoso sobre a forma como figuras públicas cristãs podem manipular suas influências em favor ou contra determinadas figuras políticas, sem necessariamente seguir os princípios que dizem defender.

Essa crítica expõe uma possível hipocrisia no discurso do pastor, que tem mostrado flexibilidade em suas posições dependendo do lado político que defende. A defesa de Boulos, um antigo inimigo político dos evangélicos conservadores, coloca em evidência uma incoerência que não pode ser ignorada. Até que ponto os princípios cristãos são inegociáveis, ou até onde eles podem ser flexibilizados conforme as conveniências políticas?

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*Com informações Metrópoles

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