Quinta, 05 de Março de 2026
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Deputados de MS propõem eleição única e geram polêmica sobre o futuro democrático do Brasil

Unificar as eleições em todo o país é defendido por alguns, mas enfrenta resistência de parlamentares que veem as eleições frequentes como essenciais para a redistribuição de renda

16/10/2024 às 12h05
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Luciana Nassar
Foto: Luciana Nassar

Os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul estão considerando a apresentação de um projeto para estabelecer uma eleição única para a escolha de vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores e presidentes em todo o Brasil. A proposta foi levantada pelo deputado estadual Junior Mochi (MDB), que destacou as dificuldades geradas pela frequência das eleições, como a impossibilidade de transferir recursos a municípios e a paralisação de obras.

Mochi ressaltou que é viável tramitar um projeto de unificação, desde que a metade das assembleias estaduais aprove a mudança com a maioria dos membros de cada Casa. Segundo ele, a insatisfação é generalizada: “Se perguntar para dez eleitores, dez vão dizer que não aguentam mais eleições a cada dois anos”.

O presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP), apoiou a ideia, sugerindo que os deputados decidam entre uma eleição a cada cinco ou seis anos, além de defender o fim da reeleição. No entanto, a proposta não é unanimidade. O deputado Zeca do PT manifestou-se contra, alegando que as eleições frequentes contribuem para a redistribuição de renda, afirmando que a direita compra votos. “Deixa distribuir renda para o povo mais pobre. Se vereador oferecer dinheiro, peça mais e vote em outro”, declarou.

A deputada Gleice Jane (PT) também se opôs à proposta, ressaltando que as políticas públicas para os mais pobres geralmente ocorrem em períodos eleitorais. Por outro lado, o deputado Lídio Lopes expressou apoio à PEC, argumentando que a população está cansada de campanhas eleitorais consecutivas, citando que 26% do eleitorado não compareceu às urnas na eleição deste ano.

A discussão promete ser acirrada, refletindo a polarização sobre o que seria mais benéfico para a democracia brasileira: a unificação das eleições ou a manutenção do calendário atual.

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*Com informações Investiga MS

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