Quinta, 05 de Março de 2026
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Riedel justifica confronto em Dourados e crítica procrastinação das negociações

O governador, em meio aos confrontos com os indígenas, acusa interesses políticos pela paralisação e reafirma o compromisso de resolver os problemas das comunidades

06/12/2024 às 12h01
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), comentou, na manhã desta sexta-feira (6), o confronto ocorrido em Dourados entre o Batalhão de Choque e indígenas, afirmando que não poderia mais tolerar a situação que gerou uma paralisação do estado por três dias consecutivos. Segundo Riedel, a interrupção das atividades afetou a liberdade de ir e vir dos cidadãos e impediu que os trabalhadores chegassem aos seus postos de trabalho.

O governador explicou que, apesar das negociações que ocorreram durante o período, houve uma procrastinação por parte dos indígenas, motivada por interesses políticos. “O Estado não pode ser refém de interesses políticos dentro das comunidades indígenas, que a gente tem o maior respeito”, afirmou Riedel, destacando que o processo de diálogo foi prolongado de maneira desnecessária.

Riedel ressaltou também que o governo estadual tem feito um esforço significativo para resolver o problema da falta de água em diversas comunidades, com investimentos de R$ 45 milhões da Itaipu e R$ 15 milhões do Estado. No entanto, ele lamentou que Dourados tenha ficado fora desses investimentos, apesar das ações de apoio, como a distribuição de caminhões-pipa. “As aldeias foram atendidas com tráfego de água, mas ainda assim não quiseram finalizar o protesto”, explicou o governador.

O chefe do Executivo estadual também solicitou a interferência de algumas pessoas e instituições públicas federais no processo, que, segundo ele, teria incentivado o prolongamento dos protestos, especialmente após a especulação de uma possível visita do presidente.

Apesar dos confrontos, Riedel reafirmou o compromisso do Estado com as comunidades indígenas e reiterou que o governo seguirá trabalhando para solucionar os problemas enfrentados pelas aldeias. No entanto, ele fez questão de reforçar que é necessário garantir a ordem e o direito das pessoas de ir e vir, sem que a situação seja contaminada por disputas políticas.

“Estamos trabalhando pelas comunidades indígenas e vamos continuar, mas precisamos manter a ordem, o desenvolvimento e o direito das pessoas de ir e vir”, concluiu o governador.

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*Com informações Investiga MS

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