Quinta, 05 de Março de 2026
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Governador Riedel responsabiliza escolhas econômicas de Lula pela queda de popularidade e comenta futuro político do PSDB

Riedel aponta impacto da inflação e juros altos nas classes D e E e fala sobre a reestruturação do PSDB e possíveis fusões partidárias

17/02/2025 às 12h31 Atualizada em 17/02/2025 às 12h31
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Saul Schramm
Foto: Saul Schramm

A recente queda acentuada na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que atingiu a pior marca de 24% desde que assumiu o cargo, foi comentada pelo governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), em entrevista ao vivo à CNN. Para Riedel, a deterioração da imagem do presidente é um reflexo direto das "escolhas econômicas" feitas pelo governo petista.

Em um cenário de inflação crescente e juros elevados, o governador destacou que a classe D e E sente, de forma mais aguda, o peso dessa crise econômica. "O próprio presidente já reconheceu que a situação é complicada. São decisões econômicas que impactam diretamente o bolso do brasileiro, e isso não é mais ignorado", afirmou Riedel, sugerindo uma urgente necessidade de revisão da política econômica do governo federal.

Além de criticar as decisões econômicas de Lula, o governador abordou a difícil questão dos incêndios no Pantanal, uma preocupação constante em Mato Grosso do Sul. Riedel, no entanto, defendeu que o Estado está melhor preparado para enfrentar a próxima temporada de queimadas, com a implementação de ações preventivas, como o manejo de fogo, brigadistas, equipamentos apropriados e até aviões para combate a incêndios. “Essa é uma cultura que precisa mudar, temos que nos preparar para essas situações de maneira mais eficiente e coordenada", explicou.

O assunto do Marco Temporal também foi levantado. Com o texto do projeto em pauta no Supremo Tribunal Federal (STF), que visa possibilitar a mineração em terras indígenas, Riedel, representante dos governadores, reconheceu a falta de consenso sobre a proposta, embora tenha admitido que a legislação fundiária brasileira ainda carece de clareza e definição.

Na política, Riedel também abordou a reestruturação do PSDB. Questionado sobre a situação do partido e possíveis fusões com outros como o PSD de Gilberto Kassab e o MDB de Baleia Rossi, ele foi cauteloso, mas deixou claro que os tempos estão exigindo mudanças. "O Brasil está passando por uma reforma política. O número de partidos é excessivo e as ideologias estão mais fluidas. O PSDB é um partido histórico, mas é inevitável pensar em reestruturações e até fusões para enfrentar os desafios do futuro", afirmou.

A fala de Riedel reflete um momento de mudanças e desafios tanto no cenário político quanto econômico, evidenciando uma crítica direta às escolhas do governo federal, além de mostrar as movimentações do PSDB frente à fragmentação política atual.

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*Com informações Midiamax

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