Sexta, 02 de Janeiro de 2026

TSE sob pressão: participação da USAID nas eleições de 2022 levanta suspeitas

Questionamentos sobre interferência estrangeira colocam foco em palestras e seminários realizados em parceria com agência dos EUA

20/02/2025 às 14h01 Atualizada em 20/02/2025 às 15h50
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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A atuação da USAID, agência governamental dos Estados Unidos, em eventos promovidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o período eleitoral de 2022, não é centro de uma nova controvérsia. Por meio da Lei de Acesso à Informação, uma série de questionamentos foi enviada ao Diretor-Geral do TSE, buscando detalhes sobre como a participação de uma instituição estrangeira pode ter influenciado o processo eleitoral brasileiro.

Entre os pontos levantados estão os registros oficiais de participação da USAID em palestras e seminários sobre o sistema eleitoral do Brasil, publicados no site do próprio TSE. As perguntas buscam entender quais foram os investimentos realizados, as definições condicionais e o impacto dessas interações nas eleições de 2022.

Declarações que acendem o alerta

O ex-presidente Jair Bolsonaro revelou que “essa caixa foi aberta e ninguém esperava”, afirmando que informações críticas estão sendo reveladas por funcionários do governo americano a figuras como Elon Musk, após mudanças estratégicas em cargos-chave dos EUA. Bolsonaro insinuou que essas revelações podem trazer à tona sugestões de interferência externa no processo eleitoral.

O deputado federal Mário Frias, um dos responsáveis ​​pelo ofício enviado ao TSE, reforçou a necessidade de transparência. Ele declarou que "a influência estrangeira em um sistema eleitoral soberano é inaceitável" e que todas as dúvidas precisam ser esclarecidas, dada a relevância do tema para a democracia brasileira.

Impacto no debate público

A questão levanta um debate intenso sobre a soberania do sistema eleitoral brasileiro e a influência de instituições estrangeiras em processos internos. Para críticos, a participação da USAID em eventos ligados ao TSE ultrapassa os limites da cooperação institucional, podendo configurar interferência.

No entanto, os defensores dessas interações argumentam que a colaboração com entidades estrangeiras é comum e visa apenas o aprimoramento de boas práticas eleitas. Mesmo assim, a pressão por respostas claras cresce, enquanto a oposição promete seguir acompanhando o caso de perto.

A expectativa agora é relembrar o TSE, o que é preciso até que ponto houve envolvimento da USAID nas eleições e se houve impacto real nas decisões tomadas. A decisão desse caso pode trazer implicações profundas para a confiança no sistema eleitoral e para a relação entre Brasil e Estados Unidos.

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