Sexta, 02 de Janeiro de 2026

Banco Central impõe novas regras ao Pix e endurece combate a fraudes com mudanças no cadastro e devoluções

Alterações visam garantir maior segurança nas transações, com exigências mais rigorosas para empresas e pessoas físicas e penalidades para instituições financeiras que não cumprirem as novas diretrizes

06/03/2025 às 11h05
Por: Tatiana Lemes
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O Banco Central (BC) anunciou, nesta quinta-feira (6), mudanças significativas no Regulamento do Pix, com foco na melhoria dos mecanismos de segurança da plataforma de pagamentos instantâneos. As alterações afetam diretamente as chaves Pix e o cadastro de pessoas físicas e jurídicas, com o objetivo de combater fraudes e garantir a conformidade com as bases de dados da Receita Federal.

De acordo com o BC, agora as chaves Pix vinculadas a CPFs e CNPJs com situação irregular na Receita Federal serão desabilitadas. Ou seja, CPFs com status de “suspenso”, “cancelado”, “titular falecido” e “nulo”, e CNPJs com “suspenso”, “inapto”, “baixado” ou “nulo” não poderão mais ser registradas ou mantidas na base de dados do BC. A medida visa assegurar que os nomes registrados nas chaves Pix correspondam aos dados oficiais na Receita Federal.

"O objetivo dessas novas regras é dificultar a ação de golpistas que utilizam chaves Pix com informações diferentes das que estão registradas oficialmente. Para garantir o cumprimento das novas normas, o Banco Central fará monitoramentos periódicos e poderá aplicar penalidades às instituições financeiras que não se adaptarem corretamente", afirmou o comunicado da instituição.

Além disso, o BC informou que as chaves Pix aleatórias não poderão mais ser alteradas. Caso o usuário precise mudar alguma informação vinculada a uma chave aleatória, deverá excluir a chave e criar uma nova. Já as chaves do tipo e-mail também não poderão mais ser transferidas de titularidade, permanecendo inalteradas. A única exceção para mudança de titularidade será com as chaves do tipo celular, permitindo que números de celular pré-pago, que frequentemente mudam de dono, também possam ter a titularidade alterada.

Outras mudanças incluem a liberação de devoluções de valores em dispositivos de acesso não cadastrados. Até o momento, transações de devolução de boa-fé iniciadas pelo recebedor estavam sendo impedidas em dispositivos não cadastrados com valores superiores a R$ 200,00. Com as novas diretrizes, essa limitação será removida, facilitando o processo de devolução de valores.

O Banco Central reforçou, no entanto, que as alterações não afetarão a forma como as pessoas físicas e as empresas realizam ou recebem pagamentos via Pix. As mudanças são operacionais e visam melhorar a segurança da plataforma, sem modificar a experiência do usuário.

"A segurança do Pix é um processo contínuo, e essas medidas visam garantir a proteção dos participantes do sistema, reforçando a confiança e a integridade da ferramenta", concluiu o Banco Central em sua nota.

Receba as principais notícias do Brasil pelo WhatsApp. Clique aqui para entrar na lista VIP do WK Notícias e siga nossas redes sociais. 

*Com informações CNN

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Quando a Justiça abandona os fatos: audiência de custódia transforma hipóteses em provas contra Bolsonaro
Política Há 1 mês Em Brasil

Quando a Justiça abandona os fatos: audiência de custódia transforma hipóteses em provas contra Bolsonaro

A manutenção da prisão preventiva de Jair Bolsonaro expôs um movimento preocupante: a substituição de fatos por suposições como base para decisões judiciais. Mesmo após esclarecer tecnicamente a questão da tornozeleira e negar qualquer intenção de fuga, a audiência de custódia tratou cenários hipotéticos como verdades consolidadas. O resultado é uma medida extrema sustentada mais pelo ambiente político e midiático do que por elementos concretos.
A Cortina de Fumaça da Tornozeleira: o enredo oculto por trás da prisão de Bolsonaro
Política Há 1 mês Em Brasil

A Cortina de Fumaça da Tornozeleira: o enredo oculto por trás da prisão de Bolsonaro

Enquanto manchetes repetem uma versão simplificada, os documentos, a cronologia e o silêncio sobre relações sensíveis revelam que a tornozeleira pode ter sido apenas o álibi conveniente para uma decisão já tomada.
O silêncio ensurdecedor sobre o Banco Master: por que ninguém pergunta sobre a ligação com a família de Alexandre de Moraes?
Política Há 1 mês Em Brasil

O silêncio ensurdecedor sobre o Banco Master: por que ninguém pergunta sobre a ligação com a família de Alexandre de Moraes?

Enquanto o debate nacional se concentra na tornozeleira de Bolsonaro, relações profissionais sensíveis entre parentes do ministro do STF e um grande banqueiro seguem intocadas. É apenas coincidência — ou parte de uma cortina de fumaça muito conveniente?
 Crise BRB–Banco Master se agrava: liquidação, afastamentos e a missão de Temer expondo fragilidade política para Celina e Ibaneis.
BANCO MASTER Há 1 mês Em Brasil

Crise BRB–Banco Master se agrava: liquidação, afastamentos e a missão de Temer expondo fragilidade política para Celina e Ibaneis.

Após a prisão do controlador do Banco Master e a liquidação da instituição pelo Banco Central, veio à tona que o ex-presidente Michel Temer foi contratado pelo banco para tentar negociar uma solução com o BC. O escândalo levou ao afastamento da cúpula do BRB, alimentou pedidos de CPI e pode ampliar o desgaste político para Celina Leão e Ibaneis Rocha no DF.