Quinta, 05 de Março de 2026
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Câmara de Campo Grande deve prorrogar pela segunda vez prazo para análise da CPI do Consórcio Guaicurus

Vereadores aguardam parecer jurídico para decidir se apoiam investigações que podem incluir a Prefeitura e ampliar escopo da CPI sobre transporte público

10/03/2025 às 11h02
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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A Câmara Municipal de Campo Grande está prestes a prorrogar, pela segunda vez, o prazo para que a Procuradoria Geral da Casa emita um parecer sobre o requerimento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Consórcio Guaicurus. O documento, que deveria ter sido apresentado em março, ainda não está pronto, conforme informou o procurador Gustavo Lazzari.

O requerimento da CPI foi protocolado em fevereiro, com um prazo inicial de cinco dias úteis para que a Procuradoria se manifestasse. No entanto, devido à complexidade do caso, o presidente da Câmara, vereador Papy (PSDB), prorrogou o prazo por mais dez dias, prazo que expira nesta segunda-feira (10). Lazzari, no entanto, declarou que o parecer ainda está em andamento, e que a Procuradoria está considerando pedir mais tempo para concluir a análise.

A situação se complica ainda mais devido ao envolvimento do procurador com o Consórcio Guaicurus, que, por meio de seu escritório de advocacia, atua em processos no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Lazzari afirmou que ainda está avaliando se haverá a necessidade de uma declaração de suspeição para continuar com o caso.

Enquanto a Procuradoria não finaliza o parecer, a pressão cresce, principalmente entre os vereadores. Cerca de 16 parlamentares ainda não assinaram o requerimento da CPI, e muitos afirmam que precisam do parecer jurídico para tomar uma decisão sobre o apoio à investigação.

Além disso, uma nova proposta de requerimento está em vias de ser protocolada na Câmara, com um novo foco: a inclusão da Prefeitura de Campo Grande nas investigações sobre o transporte coletivo. O vereador Dr. Lívio (UNIÃO), presidente da Comissão de Transporte e Trânsito, é o autor do novo texto, que visa analisar também o Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) firmado entre a Prefeitura e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) para melhorar o sistema de transporte público.

Lívio, que critica a exclusão da Prefeitura da investigação inicial, defende que todos os envolvidos na má qualidade do transporte coletivo sejam responsabilizados. “Se não incluirmos a Prefeitura, corremos o risco de a CPI não ter o efeito desejado. Precisamos identificar e responsabilizar todos os responsáveis pela situação atual”, afirmou.

Enquanto o parecer da Procuradoria não sai, o cenário político e institucional continua tenso, com a expectativa de que a CPI possa, finalmente, ganhar corpo e avançar em suas investigações sobre um dos setores mais criticados pela população de Campo Grande.

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*Com informações Midiamax

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