Quinta, 05 de Março de 2026
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CPI do transporte coletivo em Campo Grande avança, mas procuração pede mais prazo

Investigação pode apurar irregularidades no contrato e quebra de cláusulas pelo Consórcio Guaicurus

11/03/2025 às 08h17
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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A criação de uma Comissão Processante de Inquérito (CPI) para investigar o Consórcio Guaicurus no transporte público de Campo Grande ganhou mais um capítulo nesta terça-feira (11). A Procuradoria da Câmara Municipal, que tinha prazo para emitir parecer, solicita mais cinco dias para avaliar o pedido, totalizando 15 dias de prorrogação desde a protocolização inicial feita pelo vereador Coringa (MDB).

O pedido, que já conta com 12 assinaturas de parlamentares, aponta problemas como o uso de ônibus com mais de cinco anos de operação, desrespeitando o contrato de concessão, além da necessidade de avaliar o monopólio exercido pelo consórcio. Para o vereador Coringa, o objetivo é abrir espaço para novas empresas e serviços, como vans, em regiões negligenciadas.

Apesar da demora no parecer, o presidente da Câmara, vereador Papy (PSDB), sinalizou que, se as exigências regimentais forem cumpridas, a CPI pode avançar. Caso o processo vá ao plenário, serão necessários 15 votos específicos para a instauração, ou seja, apoio de três vereadores que ainda não sobreviveram ao requisito.

Além disso, outro pedido de CPI está sendo planejado pelo vereador Dr. Lívio (União), que pretende incluir a Agência de Regulação de Campo Grande nas investigações, ampliando o escopo da fiscalização sobre o transporte público na Capital.

Com 12 vereadores a favor e 17 ainda sem manifestar apoio, o futuro da CPI dependerá da articulação política dentro da Câmara e do resultado do parecer da Procuradoria.

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*Com informações Investiga MS

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