Quinta, 01 de Janeiro de 2026

Governo decide ressarcir aposentados fraudados, mas origem dos recursos ainda é incerta

Com R$ 1 bilhão bloqueados, indenizações dependerão do orçamento da União e processos judiciais

30/05/2025 às 10h57
Por: Tatiana Lemes
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O governo federal assumiu a responsabilidade de indenizar aposentados e pensionistas vítimas de fraudes cometidas por associações conveniadas ao INSS, mas a origem dos recursos para os pagamentos permanece indefinida. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (30) pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, em resposta à demora na devolução dos valores desviados.

Segundo Messias, enquanto as entidades suspeitas não realizarem a restituição, o governo utilizará o Tesouro Nacional para ressarcir os prejudicados. “Com recursos da União, vamos pagar os aposentados e, posteriormente, nos ressarcir com a venda dos bens bloqueados dessas entidades”, afirmou o ministro.

Embora mais de R$ 1 bilhão em bens e contas bancárias de suspeitos tenha sido bloqueado, o governo só poderá acessar esses valores após a conclusão dos processos judiciais. “Os aposentados são a prioridade, mas o processo judicial leva tempo. O governo precisa encontrar alternativas rápidas”, ressaltou Messias.

Ainda não há informações sobre como será alocado o montante necessário. O orçamento do INSS para 2025 pode ser insuficiente, levantando a possibilidade de um crédito extraordinário a ser aprovado pelo Congresso Nacional.

A medida traz alívio para os aposentados, mas gera dúvidas sobre a viabilidade financeira e o impacto no orçamento federal. Enquanto isso, as investigações seguem em busca de responsabilizar as entidades envolvidas, em um processo que ainda promete estender-se por meses.

*Com informações Metrópoles 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Quando a Justiça abandona os fatos: audiência de custódia transforma hipóteses em provas contra Bolsonaro
Política Há 1 mês Em Brasil

Quando a Justiça abandona os fatos: audiência de custódia transforma hipóteses em provas contra Bolsonaro

A manutenção da prisão preventiva de Jair Bolsonaro expôs um movimento preocupante: a substituição de fatos por suposições como base para decisões judiciais. Mesmo após esclarecer tecnicamente a questão da tornozeleira e negar qualquer intenção de fuga, a audiência de custódia tratou cenários hipotéticos como verdades consolidadas. O resultado é uma medida extrema sustentada mais pelo ambiente político e midiático do que por elementos concretos.
A Cortina de Fumaça da Tornozeleira: o enredo oculto por trás da prisão de Bolsonaro
Política Há 1 mês Em Brasil

A Cortina de Fumaça da Tornozeleira: o enredo oculto por trás da prisão de Bolsonaro

Enquanto manchetes repetem uma versão simplificada, os documentos, a cronologia e o silêncio sobre relações sensíveis revelam que a tornozeleira pode ter sido apenas o álibi conveniente para uma decisão já tomada.
O silêncio ensurdecedor sobre o Banco Master: por que ninguém pergunta sobre a ligação com a família de Alexandre de Moraes?
Política Há 1 mês Em Brasil

O silêncio ensurdecedor sobre o Banco Master: por que ninguém pergunta sobre a ligação com a família de Alexandre de Moraes?

Enquanto o debate nacional se concentra na tornozeleira de Bolsonaro, relações profissionais sensíveis entre parentes do ministro do STF e um grande banqueiro seguem intocadas. É apenas coincidência — ou parte de uma cortina de fumaça muito conveniente?
 Crise BRB–Banco Master se agrava: liquidação, afastamentos e a missão de Temer expondo fragilidade política para Celina e Ibaneis.
BANCO MASTER Há 1 mês Em Brasil

Crise BRB–Banco Master se agrava: liquidação, afastamentos e a missão de Temer expondo fragilidade política para Celina e Ibaneis.

Após a prisão do controlador do Banco Master e a liquidação da instituição pelo Banco Central, veio à tona que o ex-presidente Michel Temer foi contratado pelo banco para tentar negociar uma solução com o BC. O escândalo levou ao afastamento da cúpula do BRB, alimentou pedidos de CPI e pode ampliar o desgaste político para Celina Leão e Ibaneis Rocha no DF.