Quinta, 01 de Janeiro de 2026

Janja chama jornalistas de “vira-latas” e tenta culpar bolsonaristas por fala vergonhosa

Primeira-dama debocha da imprensa ao lado de Lula e insulta a inteligência dos brasileiros com desculpa política para minimizar ataque

10/07/2025 às 09h35
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Em mais um episódio marcado por arrogância e desprezo à imprensa, a primeira-dama Janja da Silva protagonizou uma cena lamentável nesta quarta-feira (9), ao reagir com deboche a uma pergunta feita ao presidente Lula sobre as tarifas comerciais prometidas por Donald Trump contra o Brasil. Diante dos jornalistas, Janja soltou a frase: “Ai, cadê meus vira-latas” — uma fala interpretada como ataque direto aos profissionais da comunicação.

A cena ocorreu logo após um almoço de Lula com o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, no Palácio do Itamaraty. Enquanto o presidente ignorava os questionamentos sobre um tema sensível da diplomacia brasileira, Janja escolheu o caminho do escárnio.

A repercussão negativa forçou a assessoria da primeira-dama a divulgar uma nota tentando redirecionar o alvo da fala. Segundo o texto, Janja não se referia aos jornalistas, mas sim a “bolsonaristas que estão traindo os interesses e a soberania do Brasil”.

A justificativa, no entanto, beira o ridículo e insulta a inteligência do público. A fala foi registrada claramente no contexto de uma pergunta da imprensa, e a tentativa de transformar um ataque gratuito em discurso político apenas reforça a postura autoritária e despreparada da primeira-dama.

Sem cargo eletivo e sem função institucional definida, Janja insiste em se comportar como figura de comando, extrapolando os limites de sua posição com declarações agressivas e infundadas. Em vez de agir com responsabilidade, prefere adotar o papel de militante ideológica — atacando a imprensa, alimentando polarizações e desrespeitando princípios básicos da democracia.

A frase dos “vira-latas” ficará marcada como mais um símbolo da intolerância com o contraditório e da incapacidade do governo de lidar com críticas e questionamentos legítimos. O que se espera da primeira-dama de um país democrático é sobriedade, e não ironia diante de temas que envolvem a soberania nacional.

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*Com informações Pleno News

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