Quinta, 01 de Janeiro de 2026

PF investiga ligação de presidente do União Brasil com jatos suspeitos em esquema do PCC

Antônio Rueda teria sido citado como dono oculto de aeronaves usadas por investigados; ele nega envolvimento

18/09/2025 às 09h33
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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A Operação Carbono Oculto, que desmantela a infiltração do PCC no setor de combustíveis e em fundos de investimento, trouxe à tona o nome de Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil. A Polícia Federal apura a suspeita de que o advogado seria proprietário oculto de jatos executivos registrados em nome de empresas e fundos ligados a investigados pelo esquema.

Os aviões em questão são operados pela Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), empresa utilizada por dois dos principais alvos da operação: Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, dono da refinaria Copape. Entre as aeronaves, está um Gulfstream G200 avaliado em quase R$ 100 milhões, além de modelos Cessna e Raytheon.

O rastro das transações leva à Bariloche Participações S.A., ligada a empresários do setor de mineração já investigados em outra operação por venda de sentenças no STJ. A empresa, junto de fundos como o Viena, da gestora Genial, aparece citada como “caixa-preta” por não apresentar documentação em auditorias, mecanismo comum para ocultação de patrimônio.

Deflagrada em agosto pelo Ministério Público de São Paulo em parceria com a Receita Federal e a PF, a Carbono Oculto expôs uma rede que movimentou mais de R$ 50 bilhões entre 2020 e 2024, com o PCC atuando em toda a cadeia de combustíveis, da importação à revenda.

Rueda, em resposta, rejeitou qualquer vínculo com a investigação. Ele classificou a menção ao seu nome como “absolutamente infundada” e disse que tomará medidas legais para preservar sua imagem.

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*Com informações Metrópoles

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