Quinta, 28 de Maio de 2026
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Federação PP-União redefine forças políticas em MS e coloca Santullo no centro da articulação estadual

Aliança liderada por Tereza Cristina fortalece novo bloco político no Estado, enquanto disputa interna no PL expõe guerra silenciosa pela segunda vaga ao Senado

28/05/2026 às 13h01
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A política de Mato Grosso do Sul entrou em uma nova fase de reorganização com a consolidação da federação entre o PP e o União Brasil. A união das duas siglas não representa apenas um acordo partidário para 2026, mas uma ampla reconfiguração de poder, influência regional e articulação eleitoral no Estado. (cnnbrasil.com.br)

Dentro desse novo cenário, o nome de Marco Aurélio Santullo começa a ganhar protagonismo como pré-candidato a deputado estadual pelo PP. Ligado historicamente a Aquidauana e Anastácio, Santullo chega fortalecido pela combinação de articulação política, experiência administrativa e forte presença regional, características consideradas estratégicas dentro da nova federação.

Diferentemente de candidaturas construídas apenas em períodos eleitorais, Santullo consolidou trajetória nos bastidores da política estadual e nacional. Com passagem pelo Palácio do Planalto durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, ele ampliou trânsito institucional em Brasília e aprofundou conhecimento sobre os mecanismos da administração federal.

Nos bastidores do PP, sua proximidade com a senadora Tereza Cristina é apontada como um dos principais ativos políticos da nova configuração partidária. Ex-ministra da Agricultura e uma das lideranças mais influentes do agronegócio brasileiro, Tereza se consolidou como peça central na construção da federação e no fortalecimento político do grupo em Mato Grosso do Sul. (www12.senado.leg.br)

Além do vínculo com Tereza Cristina, Santullo também mantém proximidade política com Rose Modesto, presidente estadual do União Brasil. A aliança entre os dois é vista como estratégica para fortalecer a Federação União Progressista, unindo densidade eleitoral, organização partidária e capilaridade regional.

Com passagens pela Funasa, Anater e Funtrab, Santullo construiu relações em diferentes regiões do Estado, ampliando presença política do Pantanal ao Cone Sul. A capacidade de articulação com prefeitos, vereadores e lideranças municipais é apontada como um diferencial importante na nova composição partidária.

“Essa federação nasce forte porque une dois partidos que possuem presença real nos municípios e compromisso com o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul”, afirmou Santullo ao defender o projeto político da aliança.

Enquanto PP e União Brasil avançam na construção de um bloco competitivo para 2026, o PL vive uma disputa silenciosa nos bastidores pela segunda vaga ao Senado. O diretório nacional do partido autorizou o ex-governador Reinaldo Azambuja a encomendar uma pesquisa qualitativa e quantitativa que deverá definir quem seguirá na corrida: Capitão Contar ou Marcos Pollon.

A movimentação reforça o poder de articulação de Reinaldo dentro do PL. Desde sua filiação, ficou acertado que ele teria vaga garantida na disputa ao Senado, enquanto a segunda candidatura seria definida posteriormente por pesquisa. O acordo foi respaldado pelo senador Flávio Bolsonaro durante visita a Campo Grande.

A decisão também expôs divergências internas dentro do bolsonarismo sul-mato-grossense. Pollon sustenta publicamente que possui apoio direto do ex-presidente Jair Bolsonaro, após divulgação de um bilhete atribuído ao líder conservador defendendo sua candidatura ao Senado.

Nos bastidores, lideranças avaliam que a disputa pela segunda vaga do PL pode provocar desgastes internos, especialmente diante do crescimento da federação entre PP e União Brasil e da consolidação do grupo político liderado por Tereza Cristina, Eduardo Riedel e Reinaldo Azambuja.

Com federações ganhando musculatura, articulações em Brasília e disputas internas se intensificando, Mato Grosso do Sul entra em um período de forte movimentação política, antecipando uma das eleições mais estratégicas e disputadas da história recente do Estado.

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