Quarta, 17 de Junho de 2026
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Intervenção no Consórcio Guaicurus começa com auditoria, fiscalização reforçada e bloqueio de R$ 46 milhões

quipe nomeada por Adriane Lopes assume gestão do transporte coletivo, promete raio-x completo das finanças e operações e não descarta mudanças drásticas no contrato após seis meses de investigação

17/06/2026 às 14h00
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A intervenção da Prefeitura de Campo Grande no Consórcio Guaicurus entrou em uma nova fase nesta quarta-feira (17), com a equipe interventora assumindo oficialmente a gestão da concessionária responsável pelo transporte coletivo da Capital. Logo nas primeiras horas do dia, o interventor Aléxandro Adriano Lisandro de Oliveira chegou à sede da Viação Cidade Morena, na Avenida Gury Marques, acompanhado de uma operação de fiscalização e segurança realizada pela Guarda Civil Metropolitana (GCM).

A intervenção da Prefeitura de Campo Grande no Consórcio Guaicurus entrou em uma nova fase nesta quarta-feira (17), com a equipe interventora assumindo oficialmente a gestão da concessionária responsável pelo transporte coletivo da Capital. Logo nas primeiras horas do dia, o interventor Aléxandro Adriano Lisandro de Oliveira chegou à sede da Viação Cidade Morena, na Avenida Gury Marques, acompanhado de uma operação de fiscalização e segurança realizada pela Guarda Civil Metropolitana (GCM).

A ação marcou o início dos trabalhos de auditoria e levantamento de informações que deverão nortear o futuro do contrato do transporte público em Campo Grande. Agentes da GCM passaram a monitorar a saída de ônibus e veículos administrativos da garagem para impedir a retirada de documentos, registros ou qualquer material que possa comprometer as investigações.

Nomeado pela prefeita Adriane Lopes (PP), o grupo interventor terá poderes para assumir a gestão administrativa, financeira, jurídica e operacional do Consórcio Guaicurus pelos próximos seis meses. Durante esse período, a atual diretoria perde temporariamente o comando da concessão e fica obrigada a fornecer acesso irrestrito a documentos, sistemas e informações da empresa.

Segundo Aléxandro Adriano Lisandro de Oliveira, o principal objetivo neste primeiro momento é obter dados que ainda não haviam sido disponibilizados ao poder público. O interventor afirmou que a missão é realizar uma análise profunda da situação financeira, operacional e contratual da concessionária para identificar falhas e apontar soluções concretas para melhorar o transporte coletivo.

“O primeiro passo é ter acesso às informações internas para construir um diagnóstico real da empresa. A partir disso, o município poderá tomar decisões capazes de trazer melhorias efetivas para a população”, explicou.

Embora reconheça o descontentamento dos usuários com a qualidade do serviço prestado atualmente, o interventor garantiu que a prioridade inicial será assegurar a continuidade das operações. A intenção é evitar impactos aos passageiros enquanto ocorre a auditoria.

Além de administrar o sistema, a equipe poderá requisitar registros contábeis, determinar inspeções, revisar procedimentos de manutenção da frota, promover auditorias e elaborar um plano de ação para corrigir eventuais irregularidades encontradas.

O cerco ao Consórcio Guaicurus ganhou ainda mais força após a Justiça determinar o bloqueio de R$ 46 milhões das empresas que integram o grupo. A decisão prevê que os recursos fiquem à disposição da equipe interventora e sejam utilizados exclusivamente para garantir a manutenção adequada do transporte coletivo.

O juiz Eduardo Lacerda Trevisan também advertiu os antigos gestores de que qualquer movimentação financeira realizada após a decisão poderá resultar em sanções judiciais e responsabilização criminal. A medida foi solicitada pela Prefeitura sob o argumento de que havia risco de ocultação de recursos financeiros durante a intervenção.

Ao final dos 180 dias, a equipe deverá apresentar um relatório conclusivo com os resultados das auditorias e recomendações ao Executivo Municipal. Com base nesse documento, a prefeita Adriane Lopes decidirá os próximos passos, que podem variar desde a aplicação de sanções e condicionantes até a manutenção da intervenção ou mesmo a extinção definitiva do contrato de concessão.

A possibilidade de rompimento contratual já foi admitida pela prefeita. Segundo Adriane, caso as irregularidades constatadas justifiquem uma medida mais severa, a quebra do vínculo com o Consórcio Guaicurus poderá se tornar uma realidade. A decisão, no entanto, dependerá das conclusões técnicas produzidas pela intervenção.

A medida representa o movimento mais contundente já realizado pelo município para enfrentar a crise do transporte coletivo, alvo constante de reclamações da população devido à redução da frota, atrasos, superlotação e problemas estruturais apontados pelos usuários nos últimos anos.

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