Quinta, 25 de Junho de 2026

Em MS, Lula defende retomada da UFN3, reforça reforma agrária e aposta em investimentos para 2026

Presidente destaca obra bilionária da Petrobras em Três Lagoas, anuncia entregas em Ponta Porã e afirma que Estado vive momento de forte apoio federal

25/06/2026 às 14h40
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Em agenda oficial em Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN3), em Três Lagoas, reforçou a importância da reforma agrária e destacou os investimentos federais realizados no Estado desde o início de seu terceiro mandato.

A visita presidencial começou em Três Lagoas, onde Lula participou da assinatura dos contratos entre a Petrobras e as empresas responsáveis pela conclusão da fábrica de fertilizantes. O empreendimento receberá mais de R$ 5 bilhões em investimentos por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e é considerado estratégico para reduzir a dependência brasileira da importação de insumos agrícolas.

Durante discurso, o presidente afirmou que a retomada da obra representa uma conquista aguardada há mais de uma década.

“Eu sonhava com isso aqui pronto. Era para essa fábrica estar funcionando há muitos anos”, declarou.

Lula criticou a interrupção do projeto e voltou a defender o fortalecimento da Petrobras como instrumento de desenvolvimento nacional. Segundo ele, a produção de fertilizantes em território brasileiro é uma questão de soberania econômica e segurança alimentar.

O presidente argumentou que o Brasil não pode permanecer vulnerável às oscilações provocadas por conflitos internacionais, como as guerras envolvendo Rússia, Ucrânia, Israel e Irã, que afetam diretamente os preços dos fertilizantes no mercado global.

De acordo com Lula, a UFN3 terá capacidade para atender cerca de 16% da demanda nacional por ureia, insumo fundamental para o agronegócio. A produção deverá abastecer principalmente o Centro-Oeste, além de mercados das regiões Sul e Sudeste.

Além da questão econômica, o presidente também abordou a reforma agrária durante entrevista concedida em sua passagem pelo Estado. Lula destacou a entrega de títulos de propriedade para assentados e comunidades quilombolas e afirmou que os processos conduzidos pelo governo respeitam a legislação e a segurança jurídica.

A agenda em Mato Grosso do Sul inclui ainda a visita ao Assentamento Itamarati, em Ponta Porã, considerado um dos maiores projetos de reforma agrária do país, onde vivem aproximadamente três mil famílias. No local, o presidente participa da entrega de títulos definitivos de terra e de ações voltadas à regularização fundiária.

Questionado sobre a segurança na fronteira sul-mato-grossense, Lula afirmou que o governo federal tem intensificado o combate ao crime organizado por meio da integração entre forças policiais, inteligência e cooperação internacional.

Segundo ele, operações recentes realizadas em parceria com a Receita Federal, Polícia Federal e autoridades estrangeiras resultaram em grandes apreensões de drogas e mercadorias ilegais na região de fronteira com Paraguai e Bolívia.

O presidente também aproveitou a visita para destacar investimentos federais em infraestrutura, saúde e educação no Estado. Entre as obras citadas estão a ampliação do Aeroporto de Dourados, o contorno rodoviário de Três Lagoas, o Corredor Bioceânico e a implantação de novos campi dos Institutos Federais em Amambai e Paranaíba.

Ao comentar o cenário político, Lula afirmou que o PT pretende ampliar sua representação em Mato Grosso do Sul nas eleições deste ano e apontou o ex-deputado federal Fábio Trad como candidato do grupo ao governo estadual.

Segundo o presidente, os investimentos realizados pelo governo federal desde 2023 e os indicadores econômicos do Estado serão temas centrais do debate eleitoral nos próximos meses.

Com a retomada da UFN3, a entrega de títulos fundiários e a inauguração de obras de infraestrutura em Ponta Porã, a visita de Lula reforça a aposta do Palácio do Planalto em Mato Grosso do Sul como um dos polos estratégicos para o desenvolvimento econômico e logístico do Centro-Oeste brasileiro.

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