Quarta, 01 de Julho de 2026

EUA miram a estrutura financeira do PCC e bloqueiam brasileiros acusados de sustentar império bilionário do crime

Governo Trump amplia a ofensiva, sanciona brasileiros e tenta sufocar as finanças do PCC,

01/07/2026 às 16h00
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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O governo dos Estados Unidos elevou o tom contra o crime organizado brasileiro e abriu uma nova frente de combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Em uma ofensiva sem precedentes contra a estrutura financeira da facção, o Departamento do Tesouro anunciou sanções contra dois brasileiros, três empresas de São Paulo e uma companhia sediada em Portugal, acusados de integrar um sofisticado esquema internacional de lavagem de dinheiro que abastecia a organização criminosa.

A decisão representa mais do que um bloqueio patrimonial. Ela reforça a estratégia adotada pela administração de Donald Trump de tratar o PCC como uma ameaça direta à segurança dos Estados Unidos. Na avaliação das autoridades americanas, a facção deixou de ser um problema restrito ao Brasil e passou a atuar como uma organização criminosa transnacional, capaz de movimentar milhões de dólares, infiltrar recursos no sistema financeiro e expandir suas operações para diversos continentes.

As investigações apontam que o grupo desarticulado movimentou mais de US$ 30 milhões em recursos provenientes do narcotráfico. Segundo o governo americano, o dinheiro era ocultado por meio de empresas de fachada, operações comerciais e transações com criptomoedas antes de retornar ao Brasil para fortalecer o caixa da facção. O esquema teria ramificações nos Estados Unidos, em São Paulo e também em Portugal, demonstrando o alcance internacional da organização.

Para Washington, atingir o patrimônio e as empresas ligadas ao PCC é uma forma de enfraquecer a capacidade operacional da facção. Com as sanções, todos os bens localizados em território americano ou controlados por pessoas e empresas dos Estados Unidos ficam imediatamente bloqueados. Além disso, qualquer cidadão ou instituição financeira americana que mantenha relações comerciais com os sancionados poderá ser alvo de punições.

A medida amplia a pressão iniciada no fim de maio, quando os Estados Unidos classificaram oficialmente o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, colocando as facções brasileiras no mesmo patamar de grupos criminosos transnacionais já combatidos pela política antiterrorismo americana. A mudança ampliou significativamente o alcance das sanções e das investigações conduzidas pelas agências federais dos EUA.

Nos bastidores da segurança internacional, a avaliação é de que a ofensiva está apenas começando. Autoridades americanas afirmam que não permitirão que organizações criminosas utilizem empresas, sistemas bancários ou ativos financeiros para expandir suas operações em território dos Estados Unidos. A sinalização é clara: a guerra contra o PCC deixou de ser apenas policial e passou a atingir diretamente o patrimônio e a engrenagem financeira que sustenta uma das maiores facções criminosas da América Latina.

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