Sábado, 28 de Fevereiro de 2026
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Mina da Braskem em Maceió continua cedendo

Imagens aéreas feitas pela Defesa Civil de Alagoas mostram que as fissuras na área estão se expandindo e que a água da Lagoa Mundaú está invadindo a área seca

03/12/2023 às 15h40
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O solo onde está localizada a mina da Braskem em Maceió (AL) continua cedendo, em ritmo lento e que pode colapsar a qualquer momento e abrir uma cratera do tamanho do estádio do Maracanã.

Segundo a Defesa Civil de Maceió, o afundamento na área chegou a 1,69 metro desde o dia 28 de novembro até este domingo (3). Isso significa que o solo está cedendo cerca de 0,7 centímetros por hora.

Imagens aéreas feitas pela Defesa Civil de Alagoas mostram que as fissuras na área estão se expandindo e que a água da Lagoa Mundaú está invadindo a área seca.

A instabilidade no solo foi agravada por décadas de mineração feita pela Braskem na região. Em 2018, um tremor de terra abriu rachaduras em ruas e imóveis, provocando a evacuação de mais de 14 mil pessoas. No ano seguinte, a empresa encerrou a extração de sal-gema, minério utilizado na fabricação de soda cáustica e PVC.

A expectativa por parte dos órgãos de Defesa Civil é que a cavidade da mina 18 entre em colapso a qualquer momento. A situação é mais grave nos bairros de Mutange, Pinheiro e Bebedouro, que sofreram nos últimos abalos sísmicos devido à movimentação da mina.

A prefeitura de Maceió declarou situação de emergência por 180 dias por causa do iminente colapso da mina 18. A área já está desocupada e a circulação de embarcações está restrita na região da Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange. O governo federal também reconheceu o estado de emergência na capital alagoana.

A Braskem, responsável pela mina, disse que continua monitorando a situação e tomando as medidas cabíveis para minimizar o impacto de possíveis ocorrências. A empresa ressalta que a região está desabitada desde 2020.

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*Com informações Terra

 

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