Sábado, 28 de Fevereiro de 2026
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Lula debate com diplomatas onda de violência no Equador

Há suspeita que um brasileiro, identificado como Thiago Allan foi sequestrado por criminosos

10/01/2024 às 09h29 Atualizada em 10/01/2024 às 10h07
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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Após suspeita que um brasileiro, identificado como Thiago Allan foi sequestrado por criminosos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne na manhã desta quarta-feira (10) com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o assessor especial Celso Amorim e o assessor-adjunto Audo Faleiro. O encontro tem o objetivo de discutir a onda de violência no Equador.

De acordo com o R7, a reunião entre Lula, Amorim e Faleiro ocorre no Palácio da Alvorada, em Brasília, e não consta na agenda oficial, mas fora confirmado por fontes do Planalto. O presidente da República se encontra, também nesta quarta-feira (10), com o embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben.

Em comunicado, mais cedo, o Ministério das Relaçoes Exteriores repudiou a onda de violência conduzida por grupos criminosos do Equador. Segundo o Itamaraty, o governo brasileiro "acompanha com preocupação" e "manifesta também solidariedade ao governo e ao povo equatoriano" diante dos ataques. 

O empresário suspeito de ter sido sequestrado pelos criminosos é dono de um restaurante em Guayaquil, capital equatoriana. A família usou as redes sociais para arrecadar dinheiro para o resgate. "Já pagamos US$ 1.100, mas estão pedindo US$ 3 mil. Peço que nos ajudem. Muito obrigado", disse Gustavo, filho do brasileiro, por meio das redes sociais. O Itamaraty acompanha a situação.

O Equador vive uma onda de violência após a fuga do chefe da maior facção criminosa local. Líder do grupo "Los Choneros", José Adolfo Macias desapareceu da prisão onde estava detido. Com o pseudônimo de “Fito”, ele foi condenado em 2011 a 34 anos de prisão por vários crimes, incluindo tráfico de drogas e homicídio.

As Forças Armadas do país realizam um pente fino na unidade prisional para tentar controlar caos na segurança. Em meio à crise, uma emissora de televisão do país foi invadida por homens armados, que fizeram os funcionários reféns. Ninguém ficou ferido. A polícia informou que retomou o controle da emissora e prendeu os invasores. O presidente Daniel Noboa declarou estado de conflito armado interno, o que autoriza a intervenção do Exército e da polícia nacional no combate a facções criminosas.

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