Sábado, 28 de Fevereiro de 2026
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Após Polícia Federal levar aparelhos, padre pede pix em rede social

O padre é acusado de integrar o “núcleo jurídico” do grupo que supostamente articulava uma forma de manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder após a derrota nas eleições de 2022

09/02/2024 às 12h20 Atualizada em 09/02/2024 às 12h21
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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O padre José Eduardo de Oliveira e Silva, alvo de busca e apreensão da PF (Polícia Federal) por suposta participação em tentativa de golpe de Estado, relatou em uma live na noite desta quinta-feira (8), que não entregou a senha de seus equipamentos à PF porque está “resguardado” pelo sigilo sacerdotal.

“Entreguei meus equipamentos sem a senha”, disse o padre em seu canal do YouTube. “Não posso expor meus fiéis e as pessoas que me procuram”, afirmou ele.

E o pároco continuou: “Estou resguardado tanto pela lei brasileira quanto por acordos internacionais e como sacerdote, meu sigilo sacerdotal não pode ser violado”, disse.

Logo após a PF ter apreendido o celular, o computador e o passaporte do padre, ele fez as declarações. José Eduardo é pároco na igreja São Domingos, em Osasco, na Grande São Paulo. Ele mora no local e mostrou, no vídeo, o escritório onde as buscas foram feitas.

Na transmissão, que durou cerca de nove minutos, o padre disse que precisou fazer o vídeo com equipamentos emprestados por terceiros. Já no Instagram dele, uma postagem pedia um Pix de contribuição para que ele adquirisse novos aparelhos eletrônicos.

O padre é acusado de integrar o “núcleo jurídico” do grupo que supostamente articulava uma forma de manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder após a derrota nas eleições de 2022, José Eduardo negou ter colaborado com a suposta tentativa de golpe.

No entanto, ele não desmentiu ter participado de uma reunião no Palácio do Planalto, em novembro daquele ano, para discutir o tema, e afirmou que é procurado por “muitas pessoas” para aconselhamento espiritual.

“Como teólogo, como filosofo, muitas pessoas me consultam no Brasil inteiro. Prefeitos, vereadores, deputados, juízes, desembargadores, deputados federais, estaduais, senadores, enfim. Eu atendo todas as pessoas que pedem meu auxílio espiritual porque essa é minha missão.”

De acordo com a PF, também participaram do encontro Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, e o advogado Amauri Feres Saad. Martins foi preso pela polícia na mesma operação e já foi chamado de “grande amigopor José Eduardo.

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*Com informações Metrópoles

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