Sábado, 28 de Fevereiro de 2026
Publicidade

Orixás, banido na gestão Bolsonaro, retorna triunfalmente ao salão nobre do Planalto

Janja Lula da Silva, anunciou a reintegração da tela ao seu lugar de destaque no edifício

26/03/2024 às 16h44
Por: Tatiana Lemes
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Nesta terça-feira (26), a pintura "Orixás", de autoria da artista Djanira da Motta e Silva, foi recolocada no Salão Nobre do Palácio do Planalto. Durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), a obra, que representa três divindades das religiões de matriz africana, havia sido removida do local.

Durante o início do governo Lula, a primeira-dama, Janja Lula da Silva, anunciou a reintegração da tela ao seu lugar de destaque no edifício. Janja também declarou que a pintura havia sofrido danos.

Depois de ser restaurada, a obra foi exibida na mostra "Brasil futuro: as formas da democracia", no Museu Nacional da República em Brasília. Além disso, o quadro foi exposto em Salvador, Belém e no Rio de Janeiro.

Obra

Elaborada na década de 1960, a pintura representa três divindades das religiões de matriz africana: Iansã, Oxum e Nanã. Com dimensões de 3,61 metros de largura por 1,12 metros de altura, a obra é de significativa magnitude.

Nas criações de Djanira da Motta e Silva, falecida em 1979, eram comuns as representações de festas folclóricas, práticas religiosas, e o cotidiano de diversas classes trabalhadoras, como tecelões, colhedores de café e vaqueiros, entre outros.

Dentre suas obras mais conhecidas encontram-se telas como "Candomblé", "Três Orixás", "Pescadores" e "Festa Popular".

Receba as principais notícias do Brasil pelo WhatsApp. Clique aqui para entrar na lista VIP do WK Notícias. 

*Com informações Metrópoles

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Quando a Justiça abandona os fatos: audiência de custódia transforma hipóteses em provas contra Bolsonaro
Política Há 3 meses Em Brasil

Quando a Justiça abandona os fatos: audiência de custódia transforma hipóteses em provas contra Bolsonaro

A manutenção da prisão preventiva de Jair Bolsonaro expôs um movimento preocupante: a substituição de fatos por suposições como base para decisões judiciais. Mesmo após esclarecer tecnicamente a questão da tornozeleira e negar qualquer intenção de fuga, a audiência de custódia tratou cenários hipotéticos como verdades consolidadas. O resultado é uma medida extrema sustentada mais pelo ambiente político e midiático do que por elementos concretos.
A Cortina de Fumaça da Tornozeleira: o enredo oculto por trás da prisão de Bolsonaro
Política Há 3 meses Em Brasil

A Cortina de Fumaça da Tornozeleira: o enredo oculto por trás da prisão de Bolsonaro

Enquanto manchetes repetem uma versão simplificada, os documentos, a cronologia e o silêncio sobre relações sensíveis revelam que a tornozeleira pode ter sido apenas o álibi conveniente para uma decisão já tomada.
O silêncio ensurdecedor sobre o Banco Master: por que ninguém pergunta sobre a ligação com a família de Alexandre de Moraes?
Política Há 3 meses Em Brasil

O silêncio ensurdecedor sobre o Banco Master: por que ninguém pergunta sobre a ligação com a família de Alexandre de Moraes?

Enquanto o debate nacional se concentra na tornozeleira de Bolsonaro, relações profissionais sensíveis entre parentes do ministro do STF e um grande banqueiro seguem intocadas. É apenas coincidência — ou parte de uma cortina de fumaça muito conveniente?
 Crise BRB–Banco Master se agrava: liquidação, afastamentos e a missão de Temer expondo fragilidade política para Celina e Ibaneis.
BANCO MASTER Há 3 meses Em Brasil

Crise BRB–Banco Master se agrava: liquidação, afastamentos e a missão de Temer expondo fragilidade política para Celina e Ibaneis.

Após a prisão do controlador do Banco Master e a liquidação da instituição pelo Banco Central, veio à tona que o ex-presidente Michel Temer foi contratado pelo banco para tentar negociar uma solução com o BC. O escândalo levou ao afastamento da cúpula do BRB, alimentou pedidos de CPI e pode ampliar o desgaste político para Celina Leão e Ibaneis Rocha no DF.