Sábado, 28 de Fevereiro de 2026
Publicidade

Anatel lança novo sistema destinado a combater chamadas falsas

A Anatel está lançando uma nova ferramenta para combater esse tipo de crime

27/03/2024 às 08h34
Por: Tatiana Lemes
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) está anunciando um novo serviço para combater chamadas falsas, com o lançamento marcado para esta quarta-feira (27), conforme informado por Carlos Manuel Baigorri.

Partindo do pressuposto de que um celular ligado muitas vezes resulta em chamadas indesejadas, seja de telemarketing ou de fraudes, a medida foi adotada. Além dos métodos tradicionais, criminosos agora conseguem fazer chamadas falsas, utilizando números reais de bancos oficiais. Agindo como funcionários das instituições, tentam obter informações confidenciais, vender produtos ou realizar golpes financeiros.

Para combater esse tipo de crime, semelhante à iniciativa do Não Me Perturbe, que bloqueia chamadas de telemarketing, a Anatel está lançando uma nova ferramenta.

A Anatel, em fase piloto, em parceria com 25 operadoras de telecomunicações, está iniciando a implementação do processo de autenticação de chamadas com a tecnologia conhecida como STIR/SHAKEN. Este sistema depende da adesão e cooperação das empresas para verificar a origem da chamada e assegurar uma identificação clara do número do chamador, sem causar confusão ao usuário.

Baigorri explicou que a plataforma dará mais credibilidade e segurança aos contatos.

“Essa possibilidade de mudar o número, de maquiar o número que está efetivamente fazendo a chamada, o Spoofing, é um tipo de fraude. Nós estamos implementando uma solução de autenticação de chamadas para impedir que isso aconteça. É um sistema chamado Stir Shaken, que é uma tecnologia. Nós estamos implantando ela no Brasil. Estamos ainda em fase de testes, mas, em breve, o usuário vai ter certeza que se aparece 4004-0001 no telefone dele, aquele número é do Banco do Brasil, não de uma fraude”, afirmou Baigorri.

Entretanto, o presidente enfatizou a necessidade da colaboração das empresas para realizar alterações nos sistemas operacionais dos celulares.

“Hoje a gente tem um desafio, porque os aparelhos celulares precisam fazer atualizações do seu sistema operacional. Então, nós estamos dialogando com o Google, com a Apple, Android para que façam essas atualizações. Para que essa tecnologia seja, digamos assim, reconhecida pelo sistema operacional”, assegurou.

Baigorri ainda destacou que, graças ao Não Me Perturbe, dezenas de bilhões de chamadas indesejadas foram evitadas. No entanto, ele observou que esse bloqueio se aplica apenas a um grupo limitado de empresas. "A adesão ao Não Me Perturbe é restrita principalmente às empresas de telecomunicações e, se não me engano, a algumas do setor bancário", ressaltou o presidente da Anatel. "Porém, se considerarmos as lojas de varejo e outros setores, eles não estão cobertos pelo Não Me Perturbe. É um bloqueio específico para um conjunto limitado de empresas", acrescentou.

A solução de autenticação de chamadas será uma ferramenta crucial na prevenção de fraudes, no entanto, o presidente da Anatel destaca a importância da atenção por parte dos usuários:

“Quando a gente começou a bloquear as fraudes por conta dessas cautelares que a gente bloqueava os usuários, eles começaram a migrar para a fraude para o SMS. Então, se você recebe um SMS dizendo que tem um pagamento no banco tal, que é para clicar em um link. Não clique. É um link fraudulento”.

Receba as principais notícias do Brasil pelo WhatsApp. Clique aqui para entrar na lista VIP do WK Notícias. 

*Com informações Metrópoles

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Quando a Justiça abandona os fatos: audiência de custódia transforma hipóteses em provas contra Bolsonaro
Política Há 3 meses Em Brasil

Quando a Justiça abandona os fatos: audiência de custódia transforma hipóteses em provas contra Bolsonaro

A manutenção da prisão preventiva de Jair Bolsonaro expôs um movimento preocupante: a substituição de fatos por suposições como base para decisões judiciais. Mesmo após esclarecer tecnicamente a questão da tornozeleira e negar qualquer intenção de fuga, a audiência de custódia tratou cenários hipotéticos como verdades consolidadas. O resultado é uma medida extrema sustentada mais pelo ambiente político e midiático do que por elementos concretos.
A Cortina de Fumaça da Tornozeleira: o enredo oculto por trás da prisão de Bolsonaro
Política Há 3 meses Em Brasil

A Cortina de Fumaça da Tornozeleira: o enredo oculto por trás da prisão de Bolsonaro

Enquanto manchetes repetem uma versão simplificada, os documentos, a cronologia e o silêncio sobre relações sensíveis revelam que a tornozeleira pode ter sido apenas o álibi conveniente para uma decisão já tomada.
O silêncio ensurdecedor sobre o Banco Master: por que ninguém pergunta sobre a ligação com a família de Alexandre de Moraes?
Política Há 3 meses Em Brasil

O silêncio ensurdecedor sobre o Banco Master: por que ninguém pergunta sobre a ligação com a família de Alexandre de Moraes?

Enquanto o debate nacional se concentra na tornozeleira de Bolsonaro, relações profissionais sensíveis entre parentes do ministro do STF e um grande banqueiro seguem intocadas. É apenas coincidência — ou parte de uma cortina de fumaça muito conveniente?
 Crise BRB–Banco Master se agrava: liquidação, afastamentos e a missão de Temer expondo fragilidade política para Celina e Ibaneis.
BANCO MASTER Há 3 meses Em Brasil

Crise BRB–Banco Master se agrava: liquidação, afastamentos e a missão de Temer expondo fragilidade política para Celina e Ibaneis.

Após a prisão do controlador do Banco Master e a liquidação da instituição pelo Banco Central, veio à tona que o ex-presidente Michel Temer foi contratado pelo banco para tentar negociar uma solução com o BC. O escândalo levou ao afastamento da cúpula do BRB, alimentou pedidos de CPI e pode ampliar o desgaste político para Celina Leão e Ibaneis Rocha no DF.