Sexta, 27 de Fevereiro de 2026
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Chuvas no Rio Grande do Sul deixam 161 mortos e mais de 581 mil desalojados

Defesa Civil alerta para calamidade em Pelotas e Rio Grande; bombas flutuantes auxiliam na drenagem das áreas alagadas

21/05/2024 às 08h49
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O boletim da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, divulgado nesta terça-feira (21), revelou que o número de mortes provocadas pelas fortes chuvas no estado subiu para 161, enquanto 464 municípios seguem sendo afetados pela tragédia climática. A situação é crítica, com 581 mil pessoas desalojadas e 85 ainda desaparecidas.

As cidades de Pelotas e Rio Grande estão em estado de calamidade pública devido ao aumento do nível da Lagoa dos Patos, que alcançou uma média de 2,68 metros. O impacto das chuvas é extenso, com cerca de 2 milhões de pessoas atingidas e 82 mil resgatadas até o momento. Além disso, 806 pessoas ficaram feridas e mais de 12 mil animais foram salvos. O efetivo de socorro conta com 27 mil pessoas trabalhando incansavelmente.

Para mitigar os danos causados pelas inundações, três conjuntos de bombas flutuantes de alta capacidade foram instalados em tempo recorde no estado. Uma das 18 bombas enviadas pelo estado de São Paulo já está operando em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Esta bomba-anfíbia, fornecida pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), está ajudando a drenar a água na região do bairro Sarandi.

Outro equipamento começou a funcionar na madrugada de segunda-feira em Canoas, enquanto desde o fim de semana, mais duas bombas operam, uma também em Canoas e outra em Porto Alegre. A capital enfrenta um desafio significativo na limpeza de seus bairros, com ruas abarrotadas de lixo e veículos abandonados. As autoridades pedem que os moradores coloquem o lixo retirado de suas casas nas ruas, aguardando que o Departamento Metropolitano de Limpeza Urbana o recolha, uma tarefa que só poderá ser realizada quando o nível da água diminuir mais.

A situação exige uma resposta rápida e coordenada, com a Defesa Civil e outras agências trabalhando para aliviar o sofrimento das populações afetadas e restaurar a normalidade nas áreas devastadas.

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*Com informações Metrópoles

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